Protagonista do grande dia, estrela do tapete e do altar, sonho de consumo de qualquer noiva. Não são poucos os atributos dele, o vestido de noiva. Com a difícil (mas possível) missão de transferir expectativas e desejos para uma peça única, bela e em sintonia com o corpo e o estilo da noiva, estilistas contam no Bela sobre os desafios da criação. “O vestido de noiva perfeito é aquele que tem total harmonia com o desejo e o sonho da noiva; que represente a história dela (noiva)”, sintetiza a estilista Hingrid Sathler, que junto com Laura Franco assina as exclusivas criações do ateliê Hingrid Sathler Alta Costura.
 
Além de ficar magnífico, o vestido dos sonhos, segundo Danielle Benício (estilista e empresária da maison de mesmo nome), precisa ser leve e com modelagem sob medida para que a noiva fique linda e segura até o fim da festa. “Nada de trocar o vestido para poder aproveitar”, bate o martelo Danielle.
 
O envolvimento do estilista com a cliente, prestando mais que uma consultoria de estilo, é também o que personaliza o trabalho do ateliê Hingrid Sathler Alta Costura. “Com tantas opções e referências mundiais, considero uma novidade de mercado. Desenvolvo vestidos únicos na moulage (feito no corpo da noiva). Para cada corpo uma modelagem, para cada história, uma renda, um tafetá ou zibeline. A própria noiva é minha inspiração”, acrescenta Hingrid, que adora misturar moulage e alfaiataria.
 
De tão especial, o vestido de noiva de Giulliano Oliva ganhou coleção batizada de “Jour Blanc”, que em francês significa “Dia de Branco”. “Como a noiva está sempre de branco, desenvolvi uma coleção em cima deste tom, que é a base de todas as cores. O branco também é sinônimo de sonho, de delicadeza”, acrescenta Giulliano Oliva, estilista que aposta sobremaneira no estilo romântico. A nova coleção tem três versões de branco: off White, bianco sereno e glacial, além de camadas de tule e cetim chanel, bordados de micropérolas, renda chantily e laço chanel. 
 
“Agora é romance e menos sensualidade. As noivas querem vestidos mais clássicos, de mangas longas, com muita renda”, fala com propriedade a estilista Patrícia Rezende, que junto da irmã Tetê, cria vestidos de encher os olhos da marca Tete Rezende. “Existe um tipo de renda para cada modelagem e corte. Vestidos leves, vaporosos, de corte império ou cintura alta, pedem renda chantily. Se for um vestido mais estruturado com barbatana, renda cordonê. O vestido de renda guipure não pode ter muita roda porque fica pesado”. A presença da renda – à maioria francesa e algumas de fábricas belgas e espanholas– nas criações da Tete Rezende fortalece a tendência romântica e brinca com recortes, decote e transparências sutis. 
 
As fábricas de rendas na cidade de Calais, na França, segundo Danielle, conseguem aliar a tradição dos antigos teares (de mais de 100 anos) com a tecnologia de equipamentos de ponta, permitindo a melhor produção de rendas. Além disso, a estilista/empresária utiliza seda pura italiana , com resultado visível na qualidade da costura do vestido. “É um desejo comum à maioria das noivas”, reitera Hingrid, acrescentando o quão é é apaixonante o material.