A chegada da primavera no próximo dia 23 não é só uma promessa de dias com altas temperaturas, mas condição propícia para se apaixonar pelas novas estampas que desembarcam na temporada. A oferta é tão grande que fica difícil listar todas elas. Ainda sob forte influência da década de 70, os motivos vão de listras, patchworks, cashmere, paisley, tapeçaria, navajos, fundo de mar, bordados sem brilho e o mais queridinho de todos, os florais. Como não se mexe em time que está ganhando, segundo o estilista da Frutacor Fábio Resende, a aposta nos florais é certeza de sucesso. “Estamparia floral agrada de maneira geral, é alegre, dá uma levantada no visual e tem perfume do passado”, resume.

Para o verão 2016, a equipe de estilo da Frutacor (formada por Fábio Resende e Cláudia Pimenta) se desdobrou para criar 12 estampas – de corrida (também chamada de rapport com repetição do elemento criado) à localizada na peça. Fábio conta que, devido ao sucesso da maxiestampa de flor aplicada na roupa da Frutacor, a marca investiu pela terceira vez consecutiva (verão 2015, inverno 2015 e agora verão 2016) na técnica. “Demos uma cara nova à linha festa da Frutacor, estampando orquídea gigante sobre o fundo listrado em preto e branco”.

Estamparia exclusiva

Em outro momento, a inovação emprestou graça às estampari[/TEXTO]a da Frutacor com florais que se mesclam a pinceladas de cores simulando listras ou na renda em formato de flor aplicada sobre o fundo xadrez.

A nova cobertura da roupa do próximo verão é rica em referências e retrata a cultura de diferentes países. A marca Divina Pele resgatou motivos herdados da Índia, Turquia, Rússia e Árabia. “Ao contrário do inverno 2015 em que prints geométricos e de animal estavam no topo da lista, agora é a vez da estamparia orgânica”, acrescenta Eduardo Suppes, estilista da Divina Pele.

A coleção da grife é dividida em cinco subtemas: ethnic decor, marcada pelo retorno de desenhos de cashemere e fundos aquarelados; nostalgia 70, resgatando a ebulição social e geopolítica do período; cores fortes e brilhantes no tribal color; summer lady que mistura sensualidade na medida e, por último, tropicalismo étnico com estamparia que imita madeira e pele sintética.

Baú dos anos 70

As peças da Divina Pele foram reproduzidas como gêmeas fraternas. Explica-se: estampas semelhantes com fundo diferenciado. “Bases escuras são apropriadas para a noite e as claras, ideais para o dia a dia”, dá a dica Suppes. O clima de veraneio reacendeu a vontade usar tecidos confortáveis e não menos nobres na Divina Pele. Eduardo Suppes cita as bases acetinadas, a malha de crepe, novidade que veio do segmento esportivo, “para trazer conforto na balada, e o versátil jérsei, com toque frio e que fica bom em tudo: macacão, pantalona, blusa, vestido justo”, completa o estilista.

Diferentemente de outras estações em que a silhueta justa e curta foi suprassumo, o shape da estação que se avizinha aponta o glamour do comprimento mídi e a silhueta sexy ganha um novo perfume. A explicação, segundo Suppes, é que a estética lady like caiu no gosto da garotada. O clima de romance é evidenciado com cintura marcada, saia mídi e blusa cropped nas produções da Regina Salomão. A marca apostou ainda em padronagens étnicas, geométricas, texturas orgânicas, listras horizontais e flores orientais.

O baú dos anos 70 destacou franjas de correntes, camurça e seda, adereços e aplicações feitas a mão. A inspiração paz e amor também permeou a coleção da Carmen Steffens, grife de acessórios e roupas que estreou na passarela da Semana de Nova York (10 a 17 de setembro) edição verão 2016. A apresentação no Vanderbilt Hall Manhantann, no Grand Central Terminal, contou com um casting liderado pelas tops Adriana Lima e Toni Garrn. Na primeira fila, a atriz hollywoodiana Drew Barrymore marcou presença para conferir os lançamentos da marca.