O jovem mineiro Artur Padua lança, em Belo Horizonte, o primeiro disco de sua carreira, “Campo Aberto” em show na quinta-feira (4), no Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube. O repertório traz clássicos do samba, com arranjos de João Camarero, e quatro composições inéditas com letras de Paulo César Pinheiro, um dos maiores nomes do gênero no país.

Lançado em maio no Rio de Janeiro, o músico revela que, desde a gravação, existia “uma vontade muito grande” de trazer o show a Belo Horizonte, onde começou a tocar e possui um público que o conhece melhor.

As 13 faixas do álbum trazem muitas das referências que nortearam a trajetória do músico que, aos 25 anos, já carrega uma grande bagagem como violonista, tendo acompanhado grandes nomes da música brasileira, como Cristovão Bastos, Hamilton de Holanda, Roberto Silva, Zé da Velha, Silvério Pontes e Monarco.

Entre as canções que compõem o trabalho, gravado no estúdio Tenda da Raposa, no tradicional bairro de Santa Tereza, na capital do Rio de Janeiro, estão “Pra machucar meu coração” (Ary Barroso) e “Amei Tanto” (Baden e Vinícius). Além disso, o músico registrou músicas de Paulinho da Viola, Raphael Rabello, Pixinguinha e Zé da Zilda.

Já as quatro faixas inéditas, criadas a partir da parceria entre João Camarero e Paulo César Pinheiro, são “Campo aberto”, que dá nome ao EP, “Olho bento”, “Sétimo drinque” e “Flor da madrugada”. Esta última teve participação especial de Amélia Rabello.

O time envolvido na apresentação da quinta-feira é composto por João Camarero (violão 7 cordas), Daniel Capu (cavaquinho), Marcus Thadeu (bateria), Rodrigo Martins (percussão), João Rafael (baixo), Juventino Dias (trompete) e Fernando Leitzke (piano).

Trajetória
Natural de BH, Padua estudou na Escola de Música da UFMG, em BH, e na Escola Portátil de Música, no Rio. Nesta última, teve aulas de violão com Maurício Carrilho. Da relação entre professor e aluno, nasceu a amizade e a parceria resultou na participação especial de Carrilho na última faixa do disco, “Quando a saudade apertar”, de Jaime Florence e Leonel Azevedo.

Artur explica que a ideia de gravar o disco já o acompanhava há alguns anos, enquanto esteve em maturação criativa. Segundo ele, “a parceria com o João Camarero deu muita força para o projeto seguir em frente”, sendo fundamental ao lançamento do álbum. O músico também ressalta que as letras de Paulo César Pinheiro trouxeram um frescor original ao trabalho.

Sobre a gravação, Artur destaca a oportunidade de trabalhar com diversos músicos. “Ao mesmo tempo em que a ideia do disco vinha sendo maturada há alguns anos, abriu novas relações dentro da música”, diz.

SERVIÇO
Show “Campo Aberto” de Artur Padua, nesta quinta-feira, às 20h30, no Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube. Ingressos disponíveis na bilheteria do local, por R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia), ou pelo site www.eventim.com.br