A proibição do uso, em várias cidades do país, de embalagens e itens de plástico e isopor como canudos, copos, talheres e pratos descartáveis fez a empresa Global Embalagens investir pesado na produção sustentável de utensílios de materiais biodegradáveis. A indústria – que começou a funcionar no início do ano passado em Betim, na Grande BH – já produz atualmente 2 milhões de embalagens por mês. Isso representa menos 200 mil quilos de embalagens de plástico descartados por ano no oceano.

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Situada às margens da BR-381, empresa pretende fechar 2022 com a produção de 5 milhões de embalagens por mês

Segundo Carlos Henrique Moreira de Siqueira, CEO da Global Embalagens, são fabricados potes, copos, canudos e sacos de papel – tudo biodegradável.

“Criamos a empresa para atender uma franquia, mas a aceitação foi tão grande que resolvemos ampliar os horizontes”, conta, lembrando que em fevereiro do ano passado, quando a empresa estava nascendo, a produção era de 100 mil unidades por mês.

Segundo Carlos Henrique, hoje a empresa adquire mensalmente cerca de 30 toneladas de matéria-prima. Os principais clientes têm sido as sorveterias e empreendimentos que comercializam açaí. “A gente vem crescendo bastante e dobrando o tamanho da fábrica a cada trimestre. Nossa expectativa é chegar a 5 milhões de embalagens por mês já no fim do ano que vem”, projeta.

Localizada às margens da BR-381, em Betim, a empresa tem hoje 40 funcionários. De acordo com Carlos Henrique, como a pandemia teve início em março de 2020, um mês após a empresa entrar em operação, o período do auge da Covid serviu para a estruturação do empreendimento.

“A empresa é relativamente nova, pois completamos um ano agora. Mas identificamos essa demanda que existia por esses tipos de produto. E hoje as embalagens que produzimos são de papéis biodegradáveis e recicláveis”, conta.

São Paulo
Desde 1º de janeiro deste ano, estabelecimentos comerciais estão proibidos em São Paulo de fornecer copos, pratos, talheres e outros utensílios feitos de plásticos descartáveis. Quem descumprir a medida está sujeito a multas que variam de R$ 1 mil a R$ 8 mil, podendo o comércio ser fechado em caso de reincidência. O objetivo da norma foi incentivar a reciclagem. Os proprietários das lojas tiveram um ano para se adequar. 

Em Minas, pelo menos três cidades já proibiram o uso do canudo de plástico: Montes Claros (Norte do Estado), Cataguases (Zona da Mata) e Uberaba, no Triângulo Mineiro.

Quarto maior produtor de lixo plástico do mundo, gerando 11,3 milhões de toneladas por ano, o Brasil ainda é o país que menos recicla. Em 2018, a Comissão de Meio Ambiente do Senado aprovou o projeto de lei que prevê a retirada gradual do plástico da composição de pratos, copos, bandejas e talheres descartáveis. Pelo texto, o plástico deverá, em dez anos, ser substituído por materiais biodegradáveis, o que tem levado os estados a investirem cada dia mais nessa busca pela sustentabilidade.

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Embalagens produzidas pela empresa