Belo Horizonte foi a cidade escolhida pelo cantor carioca Fonseec para ser a primeira a receber um show da turnê Modo Avião. Uma das novas vozes do rap nacional, o artista vai se apresentar no dia 26 de outubro, sábado, n'A Autêntica, na Savassi. No repertório, canções conhecidas do público, como “Modo Avião”, “Vem Logo” e “Mesma Cama" prometem uma noite de animação e boa música.

A principal atração da noite é Fonseec, mas ele não será o único a subir ao palco da casa no dia 26. O grupo belo-horizontino Trincaments, formado por Mano Bill, DJ Preto X e Coiote, será o responsável por abrir a apresentação do rapper. Fonseec, então, entra em cena e se apresenta com voz, violão e guitarra acompanhado dos músicos Arthur Lourenço (baixo), Henrique Silva (bateria) e do DJ Blackdog44 nas pickups.

Carreira

Fonseec começou a carreira no mundo do rap em 2018, aos 19 anos, quando lançou seu primeiro trabalho gravado, “Sofá”, que teve a participação do rapper Menezzes com produção da Drama808. O clipe foi feito pela Torrie Films, produtora da qual Fonseec segue como parceiro. “Sofá” já delineava o estilo de Fonseec: um rap mais romântico e sensualizado, contemporâneo e mais próximo das vivências pessoais do artista. 

Um mês depois dessa estreia, Fonseec já apresentava um novo trabalho, “Vem Logo”, produzido na Boca do Sol e com clipe também feito pela Torrie Filmes. Logo em seguida veio o hit “Mesma Cama”, em parceria com o NeoBeats, produtor de algumas das músicas do grupo Haikaiss e Classe A, entre outros. Os primeiros trabalhos mostram influências de R&B e do rapper Luccas Carlos, e já estabelecem também um estilo pessoal, moldado na herança musical de Fonseec e em sua visão de mundo e da criação artística.

"Sempre gostei de rock, jazz, blues e MPB, mas sabia que não era o que eu gostaria de fazer. Ouvia o D2 e o Sabotage, entre outros, que fazem um rap mais agressivo, contestador. Mas de dois anos pra cá, comecei a escutar uma galera que criava um rap mais diferente, menos agressivo, mais romântico, sobre o amor, a sensualidade, que até usava violão. Aí comecei a pensar em fazer rap”, declarou o artista.

Em seu processo, o cantor também descreve o encontro com o gênero. “Descobri, então, que o rap tinha mais a ver com o que eu gostaria de cantar, de dizer. E que também se encaixava melhor à minha voz”. O rap (rhythm and poetry/ritmo e poesia), surgido nos Estados Unidos no final do século XX, é uma expressão musical muito pessoal. Diferentemente de outros gêneros em que há autores e intérpretes, no rap é difícil dissociar o sentido da letra e o seu ritmo do cantor. Quando há vários criadores, cada um canta a sua parte. Fonseec adiciona: “O fluxo é essencial no rap: quando estou criando, insisto, não paro, mesmo quando há algum bloqueio”.

Sobre o método de produção que utiliza, Fonseec é muito preciso: “Eu geralmente trabalho com outras pessoas, produtores que me ajudam a construir a estrutura da música. Outras vezes já me mandam pronta a base, que no rap a gente chama de beat, e eu vou escrevendo por cima da estrutura sonora. Mas eu prefiro participar, no mínimo acompanhar, o desenvolvimento da criação musical. Uma das razões é que eu sempre fiz as músicas primeiro com o violão, depois surgia o resto”. 

Aos 21 anos, o rapper inicia um momento intenso em sua carreira, de criação e trabalho no palco. Para Fonseec, o ideal é compor e gravar duas músicas por mês. E fazer shows também com banda. Nesta próxima temporada, Fonseec pretende se dedicar totalmente ao seu trabalho autoral, que inclui poesia acústica e a inserção de instrumentos convencionais, como o violão e a guitarra: “Bem Que Avisei”, ainda inédita, utiliza essa combinação. Entre as recentes produções de Fonseec mais divulgadas estão, ainda, “Rihanna”, “Deixa”, Drink no Copo”, “Modo e Avião”.

Serviço

Data: 26 de outubro, sábado
Horário: 22h
Local: A Autêntica - rua Alagoas, 1172 – Savassi
Ingressos: R$ 15,00 (antecipado) e R$ 20,00 (portaria). Venda antecipada no site www.sympla.com.br