Fazer faculdade sempre foi o sonho de muita gente em busca de um bom salário e realização pessoal. Mas depois da crise econômica e política, que levou incerteza para o mercado de trabalho, o sonho passou a ser, além da conclusão de um curso universitário, o emprego garantido. Entre os cursos que têm levado esperança aos futuros profissionais, está o curso de Engenharia de Produção. 

Segundo o coordenador de Engenharia de Produção da Faculdades Kennedy, Nelson Ferreira Filho, o índice de alunos que se formam já empregados é de mais de 90%. E o salário inicial gira em torno de R$ 3 mil e R$ 5 mil reais, dependendo da empresa. 

O diferencial do curso, conforme explicou o coordenador, é que o profissional tem o conhecimento técnico e também o conhecimento de gestão de pessoas. Além do mais, o profissional pode atuar em diversas áreas como da metalurgia e da alimentação.

Flyder Morais, de 37 anos, é estudante do 10º período e se forma no fim deste ano. Ele disse que já selecionou várias empresas que estão com vagas em aberto para mandar o currículo assim que se formar. E aposta em uma contratação rápida. "Porque é uma profissão que está em alta crescente. Tem a visão de redução de custos para as empresas, além de otimizar a produção", concluiu. Ele lembrou ainda que tem vários amigos formados e empregados, com bons salários.

Luana Oliveira, de 25 anos, também se forma este ano. Ela destacou a importância do inglês para quem quer investir nessa carreira. "As empresas exigem inglês fluente", explica.

Esta semana, um Simpósio sobre Engenharia de Produção reuniu especialista e profissionais da área, na Faculdades Kennedy, em Belo Horizonte. O engenheiro elétrico Genilto Marques Gonçalves, que trabalha em uma grande empresa em São Paulo, foi um dos convidados. Ele falou sobre o conhecimento em automação e informação. Duas ferramentas da Engenharia de Produção que podem ajudar a alavancar a economia do país a medida que levam mais segurança, qualidade e competitividade para as empresas. 

Durante o Simpósio foi apresentada ainda máquina com uma plataforma aérea, que pode atingir até 15 metros de altura. Inovação que promete incrementar ainda mais um setor considerado novo. "É uma profissão que tem cerca de 35 anos. E hoje sem a Engenharia de Produção, sem a produção de produtos, a economia não gira", explicou o coordenador do curso. A expectativa é que surjam mais vagas até 2018. 

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