Mesmo sem a obrigatoriedade do voto, idosos têm comparecido às urnas para exercer o direito de escolha. Um deles foi o aposentado Mário Guimarães, de 92 anos, que votou no Estadual Central.

Para Guimarães, o voto é, sobretudo, uma forma de protesto, que ele não pretende deixar de exercer. “Nosso país é muito maravilhoso e tem muita coisa boa. Espero que os mais jovens entendam esse direito positivo que temos de votar”, afirmou.

Nas últimas eleições, o aposentado serviu como mesário e está atento às atualizações. “Cadastrei minha biometria já e acompanho todo o processo desde o início para não perder minhas garantias”, disse.

A filha de Guimarães, Cristina Assunção, de 65 anos, acompanhou o pai. “Enquanto minha saúde deixar, vou seguir o exemplo dele. Exercer a minha cidadania como mulher, é muito importante para mim”, comentou.

Moradores do bairro Lourdes, na região Centro-Sul da cidade, ambos acreditam que a eleição é a principal forma de mudar o país. “Por isso não deixo de votar. É minha forma de protestar”, disse ele; “e de participar”, completou ela.