Um novo balanço dos divulgado nesta terça-feira (5) mostra que 242 pessoas morreram em Minas com suspeita de febre amarela, entre julho de 2017 e junho de 2018. Desse total, 170 casos foram confirmados e oito mortes seguem em investigação. Os dados são do Informe Epidemiológico da Febre Amarela, da Secretaria de Estado da Saúde.

Dentre os casos em investigação, que incluem casos fatais e de pacientes que se recuperaram da doença, há registro de 11 pessoas que tomaram a vacina e, mesmo assim, contraíram a doença. Uma comissão estuda esses casos suspeitos de febre amarela com histórico de vacinação prévia, com a participação do Ministério da Saúde, que destaca que a eficácia da vacina é de 95% a 98%.

Outro ponto é que a recomendação preconizada pelo Regulamento Sanitário Internacional da Organização Mundial de Saúde (OMS), ratificado pelo Ministério da Saúde, é de que uma única dose da vacina contra febre amarela confere proteção por toda a vida.

Do total de casos confirmados de febre amarela silvestre, 420 (86,8%) são do sexo masculino e 64 (13,2%) do sexo feminino. Dentre os óbitos, 13 foram do sexo feminino, representando 7,6% do total de óbitos confirmados. Todos os casos foram confirmados laboratorialmente. A média de idade dos casos confirmados é de 48 anos. A letalidade por febre amarela e em Minas Gerais, no período de 2017/2018, é de aproximadamente 35,1%. 

A cobertura vacinal acumulada em Minas Gerais está em torno de 95,16%. Ainda há uma estimativa de 691.450 pessoas não vacinadas, especialmente na faixa-etária de 15 a 59 anos de idade, que também foi a mais acometida pela epidemia.

Entre os 853 municípios de Minas gerais, 14,65% (142) deles não alcançaram 80% de cobertura vacinal; outros 33,18% (283) têm entre 80% e 94,9% de seus moradores vacinados. Com mais de 95%, estão 50,18% (428) das cidades mineiras com recomendação de vacina.

A doença

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores e possui dois ciclos de transmissão: silvestre (quando há transmissão em área rural ou de floresta) e urbano. Em áreas de mata, os principais vetores são os mosquitos Haemagogus e Sabethes. O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa.