Belotur vai incrementar repasse para os desfiles dos blocos de rua em 2018

Bruno Moreno
bmoreno@hojeemdia.com.br
01/03/2017 às 20:43.
Atualizado em 16/11/2021 às 00:46

Com a intenção de incrementar ainda mais o Carnaval da capital mineira, que atraiu cerca de 3 milhões de pessoas neste ano, a Belotur pretende aumentar o valor repassado aos blocos de rua em 2018. O edital para o patrocínio, inclusive, deverá ser divulgado com mais antecedência para que os organizadores tenham tempo de planejar melhor os desfiles. 

Em 2017, as regras foram anunciadas em 24 de janeiro, faltando apenas um mês para o início da folia. De acordo com o diretor de Eventos da Belotur, Gilberto Castro, R$ 300 mil foram rateados entre 40 blocos contemplados. 

“Passamos por uma transição de governo e isso atrapalhou um pouco. Mas, para o ano que vem, queremos lançar o edital com mais antecedência, para que os blocos de rua possam se organizar melhor, seja para contratar músicos ou para alugar equipamento de som, por exemplo”, afirmou Castro.

Avaliação

A Belotur deve apresentar um balanço oficial do Carnaval 2017 amanhã.

Ontem, em entrevista à rádio Itatiaia, o prefeito Alexandre Kalil disse ter aprovado a festa. 

“Gostei do Carnaval. Não só gostei, como, pela primeira vez como prefeito de Belo Horizonte, senti o gosto da vitória. Estou muito feliz. Eu tenho muito orgulho de ter sido o prefeito do maior Carnaval de todos os tempos em Belo Horizonte na mais tranquila paz. A nossa população está de parabéns, e o prefeito de Belo Horizonte está derramando de orgulho pelo primeiro grande evento que ele teve na cidade e que deu certo”.

A festa momesca na cidade recebeu mais de 500 mil foliões a mais do que o previsto. De acordo com a Belotur, foram 3 milhões de pessoas – um crescimento de 50% em relação ao ano passado, quando o público foi de 2 milhões durante os quatro dias de folia.

Megaoperação

Alexandre Kalil também elogiou o presidente da Belotur, Aluizer Malab, e a equipe responsável pela organização da festa. 

“Que a população de Belo Horizonte saiba que é uma operação gigantesca, que depende de competência, entusiasmo, de uma equipe que estou muito orgulhoso. Eu aprendi uma coisa definitivamente na minha vida: o segredo é colocar gente certa no lugar certo”.

Para Malab, a festa da capital mineira mudou de patamar. “O que presenciamos este ano não passa apenas pela recuperação do nosso Carnaval, hoje o terceiro maior do país, mas também pela mudança de paradigma como cidade”, observou. 

“Estamos nos entendendo como uma cidade cosmopolita, turística, de grandes fluxos, eventos e pessoas, tudo isso aliado à nossa cultura genuína e seus lugares únicos, que proporcionam experiências únicas. Belo Horizonte se acendeu para o Brasil e para o mundo, e o Carnaval 2017 foi o marco desse novo capítulo de nossa história”.

Neste ano, ainda segundo a Belotur, mais de 350 blocos de rua fizeram 416 desfiles em várias regiões da cidade.

600 garis limpas após o Carnaval

Banheiros e lixo ainda são pontos a melhorar na festa

O Carnaval de Belo Horizonte agradou não só aos organizadores como também à população de Belo Horizonte. No entanto, os foliões avaliam que ainda há pontos que podem melhorar. Nos quatro dias de festa, a reportagem conversou com pessoas que participaram de diversos blocos e listou os principais pontos positivos e negativos do evento na cidade.

 Flávio Tavares / N/AHORA DA FAXINA - Garis limparam as ruas da cidade logo após o Carnaval

 De longe, o que mais gerou reclamação foram os banheiros químicos (veja na infografia). A prefeitura informou que disponibilizou dez mil equipamentos, três mil a mais do que em 2016. No entanto, muitas ruas da cidade amanheceram com cheiro se urina.

Na manhã de ontem, um caminhão da Superintendência de Limpeza da Capital (SLU) limpava as fachadas de casas e lojas nas proximidades do Mineirão. Por lá, na noite de terça-feira o Monobloco reuniu centenas de milhares de pessoas.

De acordo com o órgão, da última sexta-feira até o início da tarde de ontem já haviam sido utilizados 391 mil litros de água, além de 265 litros de detergente para limpar as calçadas da capital.

 Editoria de arte / N/A

 Para o diretor de Eventos da Belotur, Gilberto Castro, todos os blocos cadastrados tiveram banheiros químicos na concentração e na dispersão, mas ele reconhece que esse tema ainda é um desafio. “Banheiro é sempre uma questão a ser melhorada”.

A SLU informou, ainda, que foram recolhidas 630 toneladas de resíduos. Se o período for estendido para o pré-Carnaval, uma semana antes, a soma alcança 840 toneladas.

Deu certo

Como ponto positivo, Gilberto Castro destaca a instalação de três postos de atendimento médico exclusivamente para casos relacionados à festa. As unidades funcionaram nas ruas da Bahia, Alagoas e dos Inconfidentes, na região Centro-Sul.

Sobre os ambulantes, o diretor de Eventos disse que a Belotur irá estudar como os vendedores poderão ser melhor distribuídos pela cidade no Carnaval de 2018. “Pensamos em fazer algum tipo de praça de alimentação”.

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