Santa Efigênia

Clínica de BH investigada por morte de engenheira que fez cirurgia plástica possui alvará sanitário

Clara Mariz
@clara_mariz
28/04/2022 às 18:07.
Atualizado em 28/04/2022 às 19:03
 (Redes Sociais / Reprodução)

(Redes Sociais / Reprodução)

A clínica particular de procedimentos estéticos, no Santa Efigênia, região Leste de Belo Horizonte, que está sendo investigada pela morte da engenheira Júlia Moraes Ferro, de 29 anos, está com o alvará de funcionamento em dia na Prefeitura de Belo Horizonte. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o local teve o funcionamento provisório liberado, mas está com documentos pendentes.

O procedimento para a concessão do Alvará Sanitário, em BH, prevê o preenchimento de todos os requisitos dos itens classificados como críticos (como anestesista, enfermeiro e desfibrilador), 80% dos classificados como de maior risco e 60% dos considerados de menor risco.

A PBH informou que após uma vistoria da Vigilância Sanitária, foi constatado que o estabelecimento cumpriu todos os requisitos considerados críticos e de maior risco. "ficando pendente a apresentação de documentos, que se enquadram como itens de menor risco".

Conforme o Conselho Federal de Medicina, o médico que realizou o procedimento na engenheira está habilitado para atuar nas especialidades cirurgia geral e cirurgia plástica.

Entenda o caso
Júlia se internou na clínica estética para colocar prótese de silicone nos seios e passou por uma lipoaspiração no abdômen. A previsão era de que os procedimentos durassem três horas. Entretanto, depois de seis horas na mesa de cirurgia, ela foi levada às pressas para um hospital da região Centro-Sul da capital, onde ficou internada por cerca de duas semanas e acabou morrendo.

A mãe da jovem, Patrícia Carneiro Soares, contou que a filha teve um quadro irreversível de morte encefálica, e que exige uma investigação do caso, pois acredita que houve erro médico.

"Minha filha tinha muita saúde, fazia academia, cuidava da alimentação e estava muito tranquila para a cirurgia. Conversei com ela pela manhã, quando se internou. Quando passou a hora da previsão, liguei pra tia dela, que a acompanhava, que disse que não tinha terminado. Depois ligou dizendo que ela estava mal e teve de ser levada para o hospital", lembrou Patrícia.

Em nota, a Polícia Civil informou que "instaurou um inquérito para investigar a morte" da engenheira.

A reportagem tentou contato com a clínica e com o médico que fez a cirurgia, mas ainda não obteve retorno.

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