Da sala de aula direto para o mercado de trabalho

Da Redação*
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Publicado em 23/11/2016 às 22:48.Atualizado em 15/11/2021 às 21:47.

No tatame, pontapés e voadoras dos lutadores em busca da vitória. A poucos metros da área de combate, um tripé com duas ou três câmeras capazes de capturar cada movimento, em diferentes ângulos. O aparelho, que funciona via bluetooth, grava as imagens em alta resolução e reproduz lances polêmicos da luta, garantindo uma disputa mais justa.

A nova tecnologia, já testada em competições oficiais de taekwondo, foi produzida em sala de aula por quatro estudantes mineiros, com idades que variam de 15 a 17 anos. Em meio a um bate-papo com o monitor de robótica, os alunos Caio Simões, Gabriel Morais, Marcelo Vasconcelos e Jade Rezende desenvolveram o projeto.

Todos cursam o 1º e o 2º ano do ensino médio no Colégio ICJ, que fica no bairro Nova Suíça, região Oeste de BH. A ideia virou inclusive uma startup – empresa de base tecnológica, com baixos custos de manutenção.

Atualmente, a “The Life Project – Soluções Tecnológicas”, como é chamada, consegue atender um evento de taekwondo com até quatro quadras, utilizando os tripés e as câmeras. Mas os idealizadores do projeto querem avançar e pretendem expandir o negócio para outras modalidades esportivas. Para isso, o monitor de robótica Pablo Carvalho explica que eles precisam adquirir novos materiais e tornarem-se independentes.

Experiência

A criação e a montagem do produto levaram cerca de dois meses e, após isso, os estudantes já forneceram o serviço para oito disputas de taekwondo. Para Caio Simões, de 16 anos, a iniciativa o ajudou a ter mais organização. “Também foi importante para trabalhar sob pressão, já que durante as competições acontecem imprevistos que precisamos resolver na hora, o mais rápido possível”, diz.

Já o aluno Gabriel Morais, que está no 1º ano do ensino médio, o projeto é resultado de muito empenho e dá uma motivação extra. “Foi uma ótima oportunidade que tivemos de ganhar experiência e mais conhecimento de tecnologia”, afirma.

O monitor de robótica Pablo Carvalho diz que o trabalho dá aos alunos mais autonomia e liderança. “Eles vão sair da escola com outra visão. Agora, eles têm noção de mercado, já que fazem as próprias reuniões com clientes. Isso que vai ser importante independentemente do que escolham fazer no futuro”, disse.

Investimento

Além do material robótico, como câmeras e base para o tripé, o investimento inicial do grupo foi de aproximadamente R$ 6 mil, financiados pelo monitor Pablo que, posteriormente, foi pago com o dinheiro arrecadado nos torneios.

* Colaborou Mariana Durães

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