Na frente dos filhos

'Ele me atacou sem falar uma palavra', diz advogada que levou 17 facadas do ex-namorado

Vanda Sampaio
vsampaio@hojeemdia.com
25/05/2022 às 07:00.
Atualizado em 25/05/2022 às 08:02
 (Redes Sociais/Reprodução)

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"Quero cuidar dos meus filhos e seguir com minha vida", afirma a advogada Verônica Cristina Suriane, de 40 anos, após receber alta do Hospital João XXIII, na terça-feira (25), pouco mais de 24 horas depois de ser atacada pelo ex-namorado e levar 17 facadas. 

A advogada passou o dia recebendo o carinho da família e dos dois filhos, de 7 e de 10 anos, que presenciaram o crime.“Eu desejo que Bruno cumpra a pena preso. Depois de quase ter tirado minha vida, ele não pode ficar solto”, desabafa.

Durante o ataque, a advogada conta que o engenheiro Bruno da Costa Vaz, de 33 anos, não falou uma palavra. "Nada, me atacou sem falar uma palavra."

 (Redes Sociais/ Reprodução )

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A perseguição começou  na porta da casa dela, no bairro Gutierrez, região Oeste, na segunda (22), quando Verônica saia para trabalhar.

Toda a ação foi  flagrada por câmeras de segurança. Bruno esfaqueia a ex-companheira várias vezes na frente dos filhos e só para depois de ser contido pela babá Patrícia Dias.

“Patrícia foi um anjo que salvou minha vida. Enquanto várias pessoas ficaram olhando eu ser atacada, ela impediu que Bruno me matasse”, afirma a advogada. 

Das 17 facadas, Verônica conta que apenas uma atingiu mais profundamente o pulmão. Ela foi atendida no Hospital João XXIII. “Fui muito bem atendida pelos médicos com rapidez e eficiência”, elogia. 

Histórico de agressões

Verônica conta que se relacionou com Bruno por cerca de dois anos e que decidiu se separar após uma agressão em novembro do ano passado quando levou um tapa na saída de uma festa.

“Mas ele não aceitou. Me ligava sempre com ameaças que eram  devidamente registradas em boletins na polícia”, relembra. 

A advogada explica ainda que pediu a retirada da medida protetiva depois que Bruno prometeu que faria um tratamento psiquiátrico e psicológico. 

Advogada teve alta do Hospital João XXIII na terça-feira (Lucas Sanches/ Hoje em Dia)

Advogada teve alta do Hospital João XXIII na terça-feira (Lucas Sanches/ Hoje em Dia)

Diariamente, ela afirma que era “bombardeada” com mensagens e fotos de Bruno, alegando que a família passava por dificuldades, inclusive com falta de alimentos. “Ele me mandava fotos da geladeira vazia”, contou. 

A vítima explica que o casal trabalhava na mesma empresa, mas em prédios separados. Na véspera do ataque, Verônica relembra que Bruno espalhou fotos íntimas dela para funcionários da empresa.

“Bruno  ficou furioso quando procurei a chefia para denunciar o caso e ele foi impedido de entrar no local até que tudo fosse esclarecido”. 

Após a tentativa de homicídio, Verônica diz que ficou conhecendo o passado agressivo do ex-companheiro. “Não sabia que ele tinha agredido os pais e uma ex-namorada”, relata.

Bruno da Costa  fugiu do local em um carro de luxo e foi preso em flagrante pela Polícia Militar na casa da tia, sendo levado para o Ceresp da Gameleira. Durante o depoimento ele confessou o crime.

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