Homem suspeito de matar a esposa é indiciado por feminicídio

Da Redação
portal@hojeemdia.com.br
26/01/2017 às 21:45.
Atualizado em 15/11/2021 às 22:35

O rapaz suspeito de matar a esposa Ana Luiza dos Santos Alves, de 21 anos, na região de Venda Nova, foi indiciado por feminicídio, homicídio qualificado por motivo fútil, utilização de meio cruel e asfixia, sem possibilidade de defesa da vítima. 

O crime foi no dia 29 de dezembro. De acordo com as investigações, por volta de 17h30, Filipe dos Reis Santana, de 23 anos, buscou a companheira no trabalho e, na volta, estacionou o carro em frente a uma praça na Avenida João Samaha. A intenção era convencer a vítima a não pedir o divórcio.

Testemunhas afirmam que viram os dois sentados em um banco dessa praça, sendo que a vítima segurava um buquê de rosas e chorava bastante. Em determinado momento, o suspeito foi até o carro, buscou um envelope e o entregou à vítima. Pouco tempo depois, os dois retornaram ao veículo, momento em que o homicídio foi consumado.

A delegada que coordenou as investigações Fabíola Oliveira chamou a atenção para a brutalidade empregada no crime. “Levantamentos posteriores junto à medicina legal nos deram conta de que a vítima sofreu esganadura, vindo possivelmente a desmaiar, momento em que o suspeito a esgorjou com uma faca cega", contou a delegada. Ela acrescentou que, no momento da asfixia, Ana chegou a fraturar a coluna, devido à força empregada pelo suspeito.

Após o crime, Filipe disse à polícia que tentou ligar o carro para socorrer a vítima, mas a chave havia se quebrado na ignição. Disse então que tentou suicídio, chegou a perder a consciência e foi socorrido por desconhecidos.

Segundo a delegada, a versão do suspeito não coincide com as provas levantadas, sendo que foram encontrados três celulares dentro do carro, o que permitia o acionamento do socorro. Assim como o fato de Filipe não ter sido localizado perto do local, conforme relatou.No dia 3 de janeiro, a polícia cumpriu mandado de prisão preventiva contra Filipe, mas ele já havia se internado em um Hospital Psiquiátrico sob a alegação de doença mental e consequente risco de suicídio. Ele permanece hospitalizado sob escolta policial até liberação médica.
 



 

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