
Um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE) mostra que o acesso ao streaming em vídeo tem avançado em Minas. Em 2025, 42,3% dos 75,14 milhões de domicílios com televisão no Estado contavam com o serviço. O resultado representa aumento de 1,7 ponto percentual (p.p.) em relação a 2022.
No entanto, o suplemento anual de Características de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) da PNAD Contínua, divulgado na última sexta-feira (3), mostra que o serviço de streaming em Minas fica abaixo da média nacional. O Estado registra 42,3% de penetração do serviço, comparado a 44,4% no Brasil.
Além do acesso ao streaming, a pesquisa mostra também que a televisão fechada têm perdido espaço. Segundo o IBGE, 25% (1,93 milhão) assinam o serviço. A proporção era de 25,8% em 2024 - o pico da série histórica ocorreu em 2018 (37%).
Nos domicílios com televisão e sem o serviço de TV por assinatura, o IBGE investiga os motivos para não haver esse serviço. Em Minas, até 2019, a principal questão citada pelos moradores era o preço, que era considerado alto por mais da metade dos entrevistados (50,5%). A partir de 2021, no entanto, a falta de interesse passou a ser o ponto mais citado (46,1%).
Telefone fixo cada vez mais raro em Minas
Outro ponto analisado pelo IBGE foi a presença de telefone fixo nas residências. Em Minas, o percentual de domicílios que ainda contam com o equipamento vem caindo ano após ano: a proporção, que já foi de 32,0% em 2016, encolheu para 6,2% dos domicílios em 2025, o que corresponde a 506 mil residências.
Já o celular encontra-se consolidado como meio de telefonia mais popular: o aparelho esteve presente em 97,3%7 dos domicílios do estado no ano de 2025. O gráfico abaixo apresenta as proporções de domicílios com cada um dos tipos de telefone, em Minas Gerais, de 2016 a 2025.
