Kalil volta a tratar danos causados por chuvas como questão de longo prazo em BH

Bernardo Estillac
bernardo.leal@hojeemdia.com.br
10/12/2021 às 14:33.
Atualizado em 14/12/2021 às 00:37
 (Foto: Fernando Michel/ Hoje em Dia)

(Foto: Fernando Michel/ Hoje em Dia)

A temporada de chuvas começou e deixa os moradores de Belo Horizonte em alerta. Nos nove primeiros dias de dezembro, todas as regiões da cidade já registram mais da metade do acumulado de chuvas esperado para todo o mês, de acordo com a Defesa Civil.

O prefeito Alexandre Kalil (PSD) afirma que o processo de preparação da cidade para o período chuvoso é longo e não termina em seu mandato. Durante entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (10), Kalil tratou sobre o tema das chuvas e sobre como a cidade se prepara para evitar problemas acarretados por elas.

“Essa preparação vai demorar. Não vai ser um prefeito que vai resolver. Nós temos bacias sendo resolvidas, em construção, prontas, vamos entregar e o próximo prefeito vai ter que entregar e outro vai ter que entregar porque não se resolve um problema de cinquenta anos em cinco”, afirma o prefeito, que disse que a topografia de Belo Horizonte é um fator dificultador para se proteger dos danos causados pelas chuvas.

De acordo com o Programa Estrutural em Áreas de Risco (Pear) da prefeitura da capital, 2021 apresenta um ano de grande discrepância em relação às ações executadas para mitigar os efeitos das chuvas. 

Em 2020, quando Belo Horizonte registrou em janeiro o mês mais chuvoso em 110 anos de história de medição na cidade, foram feitas 5,5 mil vistorias em áreas de risco, enquanto até 11 de novembro deste ano, elas foram 1.591.

O número de obras de eliminação de risco também diminuiu: foram 80 em 2020 e 44 até 11 de novembro de 2021.

Questionado se a queda nos números está relacionada à eficiência das intervenções realizadas no ano anterior, Kalil respondeu de forma negativa

“Não vamos mentir. Não vamos falar que está bom, porque não está. Não vamos falar que essa obra que está pronta no Vilarinho com mais duas que estão sendo executadas a pleno vapor vai dar conta, porque não vai. Nós temos que continuar fazendo, fazendo, fazendo”, conclui.

  

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