44 casos no país

Ministério da Saúde cria Sala de Situação para monitorar casos de hepatite aguda infantil no país

Da Redação com Agência Brasil
14/05/2022 às 15:13.
Atualizado em 14/05/2022 às 15:29
 (Carlos Henrique)

(Carlos Henrique)

O Ministério da Saúde instalou uma sala de situação para monitorar casos de hepatite aguda infantil de origem desconhecida e levantar evidências para identificar possíveis causas da doença.

Ela vai funcionar todos os dias da semana, com a participação de técnicos da pasta, da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e de especialistas convidados.

Na última atualização da Secretaria de Vigilância em Saúde do ministério, 44 casos da doença foram notificados no país. Desses, três foram descartados e os demais permanecem em monitoramento.

Os casos foram reportados nos estados de São Paulo (14), Minas Gerais (7), Rio de Janeiro (6), Paraná (2), Pernambuco (3), Santa Catarina (3), Rio Grande do Sul (3), Mato Grosso do Sul (2) e Espírito Santo (1). 

Em Minas, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), até a última sexta-feira (13), o Estado estava investigando cinco casos. Ainda segundo a SES, na sexta-feira, dois novos possíveis casos foram notificados em Montes Claros, no Norte de Minas. Um caso foi classificado como "descartado" e o outro segue como "em investigação". Já dois casos de Juiz de Fora e dois em Belo Horizonte estão sendo considerados "prováveis" e são acompanhados.

Os principais sintomas relatados foram dor abdominal e vômitos, acompanhados de alterações de enzimas hepáticas. A idade das crianças não foi divulgada.

O que se sabe
A hepatite de origem desconhecida já acometeu crianças em, pelo menos, 20 países. A doença se manifesta de forma muito severa e não tem relação direta com os vírus conhecidos da enfermidade. Em cerca de 10% dos casos, foi necessário realizar transplante de fígado.

Segundo a OMS, mais de 200 casos, até o último dia 29, haviam sido reportados no mundo, a maioria (163) no Reino Unido. Houve relatos também na Espanha, em Israel, nos Estados Unidos, na Dinamarca, na Irlanda, na Holanda, na Itália, na Noruega, na França, na Romênia, na Bélgica e na Argentina. A doença atinge principalmente crianças com um mês de vida aos 16 anos. Até o momento, foi relatada a morte de um paciente.

A sala de situação do Ministério da Saúde, além de monitoramento, vai padronizar informações e orientar os fluxos de notificação e investigação dos casos para todas as secretarias estaduais e municipais de saúde, bem como para os laboratórios centrais e de referência de saúde pública. "O objetivo também é contribuir para o esforço internacional na busca de identificação do agente etiológico responsável pela ocorrência da hepatite aguda de causa ainda desconhecida", informou o ministério.

Em comunicado divulgado no dia 23 de abril, a OMS disse que não há relação entre a doença e as vacinas utilizadas contra a covid-19. “As hipóteses relacionadas aos efeitos colaterais das vacinas contra a Covid-19 não têm sustentação pois a grande maioria das crianças afetadas não recebeu a vacinação contra a Covid-19”.

*Com Agência Brasil

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