Mulher é assassinada a tiros no local de trabalho no bairro Santa Amélia

Bruno Inácio
06/09/2019 às 14:57.
Atualizado em 05/09/2021 às 20:27
 (Reprodução/Google Street View)

(Reprodução/Google Street View)

Uma mulher foi morta a tiros no início da tarde desta sexta-feira (6) no bairro Santa Amélia, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. Isabela Gentil Reis Costa da Silveira, de 20 anos, estava no trabalho quando foi assassinada com um tiro no rosto.

Segundo a Polícia Militar (PM), o chamado feito à corporação às 12h45 desta sexta dizia que o autor do crime estava um carro Pálio Weekend prata e fugiu logo depois de matar Isabela. Ele usava uma camisa azul clara do time de futebol Mancheste City, boné cinza e short preto.

Apesra da informação inicial da PM de que a suspeita era de que o homicida fosse o ex-companheiro da vítima, o que tipificaria um feminicídio, a assessoria de imprensa da Polícia Civil (PC) informou que nenhuma linha de investigação é descartada, mas, a princípio, não existem indícios de que tenha se tratado de um feminicídio. A hipótese inicial da polícia é a de execução. 

O carro usado no crime foi abandonado em uma rua próxima e acabou apreendido. A perícia compareceu ao local e fez os levantamentos iniciais da investigação, que será feita pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da capital.

Violento

Levantamento da Polícia Civil mostra que, só no primeiro semestre deste ano, 67 mulheres foram assassinadas em Minas Gerais. Os feminicídios continuam a subir mesmo em um cenário de queda nos demais indicadores violentos, como a diminuição do número de roubos, sequestros e homicídios.

A escalada violenta, contudo, não se restringe aos assassinatos das mulheres. Somente no primeiro semestre de 2018, quase 75 mil ocorrência de violência doméstica contra elas foram registradas no Estado. Em BH, são cerca de 50 denúncias todos os dias.

A Lei Maria da Penha, considerada o principal marco jurídico no combate à violência de gênero, contudo, não tem conseguido, sozinha, dirimir os altos índices de feminicídio. Só em 2018 é que o descumprimento da medida, que proíbe o potencial agressor de se aproximar da vítima, foi tipificado como crime.

Para denunciar casos de violência contra a mulher em qualquer lugar do país, o número é 180. Em casos de violência flagrante, a Polícia Militar também deve ser acionada. Sobre casos pretéritos, é possível formalizar a denúncia em qualquer delegacia de polícia no Estado. Lembrando que a Delegacia de Atendimento à Mulher localizada na avenida Barbacena, 288, no Barro Preto, funciona 24 horas.

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