Em 2019

Mulher é condenada a 22 anos de prisão por pagar R$ 50 para mandar matar o marido em BH

Raíssa Oliveira
raoliveira@hojeemdia.com.br
25/05/2022 às 17:22.
Atualizado em 25/05/2022 às 17:30
A decisão do júri foi anunciada na tarde desta quarta-feira (25), no Fórum Lafayette. (Reprodução/TJMG)

A decisão do júri foi anunciada na tarde desta quarta-feira (25), no Fórum Lafayette. (Reprodução/TJMG)

Luciane Araújo Silva, de 38 anos, acusada de pagar R$ 50 para mandar matar o marido, foi condenada a 22 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, durante julgamento no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, nesta quarta-feira (25). O crime ocorreu em 2019.

Na audiência, os advogados de Luciane negaram a participação dela no crime e usaram a tese da ausência de provas que a ligassem à ordem de assassinar o marido.

Durante o julgamento, todas as testemunhas foram dispensadas e a acusada permaneceu em silêncio durante todo o interrogatório.

Relembre o caso
O crime ocorreu em 2019, quando Joaniz Divino de Almeida, de 33 anos, foi encontrado morto, dentro de casa, no bairro Mineirão, região do Barreiro, em BH. De acordo com as investigações, um amante da acusada teria recebido R$ 50 para cometer o crime.

Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a vítima estava trabalhando quando Luciane Silva atraiu o marido para casa, alegando estar passando mal e que precisava da ajuda dele.

Quando Joaniz chegou na residência foi surpreendido pelos assassinos. A vítima foi agredida com facadas e golpes na cabeça. A Polícia Civil (PC) investigou e descobriu que Luciane deixou o companheiro ser agredido e morto. Após o crime, ela foi para um bar beber cerveja e, em seguida, saiu para comprar um guarda-roupa.

Ainda conforme as investigações, o amante de Luciane, Samuel Felipe de Paixão, de 19 anos, seria o responsável por contatar um conhecido na Pedreira Padro Lopes, na região Noroeste de BH, para matar Joaniz. Samuel já foi julgado e condenado a 18 anos de prisão.

A PC apontou ainda que a mulher queria o marido morto e recebeu um seguro de vida no valor de R$ 30 mil, além da propriedade da casa que estava terminando de ser construída e que era avaliada em R$ 300 mil.

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