
Desde 1994, sempre em ano de Copa do Mundo, a rua Francisco Bicalho, no Caiçaras, região Noroeste de Belo Horizonte, realiza a personalização do local com as cores do Brasil. Este ano, porém, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) solicitou a retirada dos enfeites aéreos, por “questões de segurança”.
A medida, porém, pegou de surpresa o organizador da "Rua da Copa", o comerciante Júlio Freitas. "Eles chegaram pela manhã já com o ofício e prontos para retirarem tudo. Nós batemos o pé e começamos a tentar negociar, até que eles recuaram ao menos um pouco".
O enfeite da rua já se tornou uma tradição, sendo realizada desde a conquista do tetracampeonato da Seleção Brasileira em 1994 e, segundo o organizador, nenhum órgão público jamais solicitou a retirada da decoração.
"Meu pai já tinha o costume de enfeitar a rua desde 1994 e, até hoje, continuamos com a tradição. E nos causou estranheza o pedido da Cemig, pois durante todo esse período nem a companhia (energética) nem qualquer outro órgão entrou em contato sobre a forma de enfeitar a rua ou solicitando que retirássemos algo", disse Júlio Freitas.
Segundo o comerciante, nenhum problema foi registrado no local por conta da ação. "Nunca tivemos nenhum relato de acidente ou problema em postes devido a esses enfeites que fazemos. Pelo contrário, todos os problemas em postes da Cemig aqui foram em períodos sem enfeites".
Agora, os organizadores e a estatal de energia tentam chegar a um acordo em relação às bandeirinhas e adornos que estão pendurados na rua Francisco Bicalho.
Em nota, a Cemig informou que solicitou a retirada pois é proibido instalar objetos e itens de decoração em postes e outros componentes da rede elétrica por conta dos riscos de acidentes. Também informou que, na próxima segunda-feira (24), irá comparecer no local para fazer a retirada dos enfeites aéreos.
Júlio Freitas, porém, disse que não foi combinado nada com a companhia, em relação à retirada ou permanência dos enfeites. "Nós ainda não chegamos a um consenso sobre a situação dos enfeites. Iremos conversar pessoalmente sobre a situação. Mas ainda sem data para a reunião".
Caso não seja firmado um acordo, o comerciante anunciou que pretende ir à Prefeitura de Belo Horizonte para tentar uma solução. "A Cemig informou que, se tirarmos a ornamentação dos postes, está tudo liberado. Então, uma tentativa seria solicitar à PBH algum tipo de suporte provisório para pendurarmos os enfeites. Mas não sei se daria certo".
Leia Mais: