'Ouro': Eucalipto é dinheiro verde no Vale do Rio Doce

Ana Lúcia Gonçalves - Do Hoje em Dia
02/09/2012 às 07:33.
Atualizado em 22/11/2021 às 00:57
 (Leonardo Morais/Hoje em Dia)

(Leonardo Morais/Hoje em Dia)

GOVERNADOR VALADARES – Produtores rurais do Vale do Rio Doce estão se rendendo ao plantio de eucalipto. No lugar de terras degradadas e pasto[/LEAD]s secos, o verde das florestas comerciais predomina. E anuncia um novo ciclo econômico: o do eucalipto.
 
Não se sabe quantos adeptos da monocultura há na região, mas só a Cenibra, que atua em 93 municípios a até 150 quilômetros da unidade em Belo Oriente, já plantou mais de 30.500 hectares. Atualmente, a indústria tem mais de mil contratos com 900 produtores rurais. Já a Fibria Celulose S.A. (Aracruz e Votorantim) tem 40 contratos na região e 500 hectares plantados.
 
Parceria
 
O Programa de Fomento Florestal oferecido pelas empresas prevê a produção de florestas renováveis de eucalipto por meio de parceria, com transferência de tecnologia, financiamento das atividades e fornecimento de insumos, mudas clonais e assistência técnica especializada aos produtores.
 
A contrapartida é a madeira. Segundo o produtor Hélio Macedo de Queiroz, de 71 anos, o plantio de eucalipto em áreas não aproveitáveis para a agricultura ou a pecuária é, além de solução, uma atividade altamente rentável. “Muitos de nós não têm recursos para tratar a terra, em grande parte formada por pastagens e castigada pela pecuária ao longo dos anos”, diz.
 
Queiroz cuida de 82 hectares em Baguari, distrito de Valadares. Pelos cálculos que fez, o lucro com a monocultura será, no mínimo, cinco vezes maior que o gerado pelo gado de leite. A floresta, de sete anos, será cortada pela Cenibra neste semestre.
 
Arredores
 
A mesma conta fez o produtor Ricardo Augusto Pereira, que tem 180 hectares de eucalipto plantados em parceria com a Fibria Celulose S.A., na cid[/LEAD]ade vizinha de Frei Inocêncio. Antes, ele produzia 40 mil litros de leite por mês. Com a parceria de fomento florestal, Pereira dividiu a propriedade. Uma das partes é só para a monocultura.
 
A floresta ainda não foi cortada, mas o dono acredita que o retorno será “muito maior” do que o trazido pela pecuária de leite, de R$ 300 por hectare ao ano. “O eucalipto pode ser a redenção do Vale do Rio Doce, que foi a mais importante bacia leiteira do Estado”, diz.
 
Ele avisa, porém, que a atividade só é lucrativa se desenvolvida em áreas não aproveitáveis para a agricultura ou para a pecuária, e com suporte de uma grande indústria. Assim, o custo é “quase zero”.
 
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