Pesquisa da UFMG avalia a saúde mental da população em meio à pandemia; voluntários são recrutados

Da Redação*
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29/11/2020 às 09:43.
Atualizado em 27/10/2021 às 05:10
 (Maurício Vieira)

(Maurício Vieira)

O seu relacionamento com familiares, dentro de casa, piorou após a pandemia da Covid-19? Você se sente mais ou menos produtivo no trabalho? Tem ficado nervoso, agitado ou tido ataques de raiva? Essas são apenas algumas perguntas em uma pesquisa que visa a descobrir como anda a saúde mental da população.Maurício Vieira

Voluntários estão sendo recrutados pelas associações brasileiras de Psiquiatria (ABP), de Impulsividade e Patologia Dual (ABIPD) e Faculdade de Medicina da UFMG

 Voluntários estão sendo recrutados para participar do questionário, elaborado pelas associações brasileiras de Psiquiatria (ABP), de Impulsividade e Patologia Dual (ABIPD) e Faculdade de Medicina da UFMG. Qualquer pessoa, com mais de 18 anos, pode participar. Os que manifestarem interesse ainda poderão receber um relatório sobre o quadro de saúde. 

Essa é a segunda etapa do trabalho. Na primeira, mais de 8 mil pessoas participaram – não é preciso ter feito inscrição na fase inicial para participar desta nova rodada. 

Os primeiros resultados já mostram o longo desafio que virá pela frente. As taxas de depressão e ansiedade aumentaram de forma expressiva, segundo a professora Débora Marques de Miranda, do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina, que tem experiência em neurociência e integra a equipe do estudo.

A participação consiste no preenchimento de questionário on-line, que traz perguntas sobre a história de vida, saúde, hábitos, sentimentos e comportamentos durante a pandemia. 

Os resultados nesta segunda etapa, porém, podem ser ainda piores. “A condição de saúde mental é diferente. Depois de seis meses de estresse, esperamos mais impacto agora”, prevê a docente.

“Ficamos desorganizados num primeiro momento, mas muita coisa mudou, e agora vivemos a expectativa por vacinas e o sentimento de que talvez nem tudo se resolva”, observa a professora.

Por isso, de acordo com ela, é preciso conhecer a evolução da doença após a avaliação feita no início da pandemia para saber o que melhorou e o que piorou. Assim, será possível se antecipar para minimizar efeitos e enfrentar situações adversas. 

“Teremos ao menos mais duas ondas. É importante entender como foi nossa recuperação ou os desdobramentos de todos esses quadros paralelos indefinidos deste momento”, acrescenta Débora Marques.

A mesma pesquisa será feita a cada seis meses, até 2022, para avaliar como a população está se adaptando. 

*Com informações do Centro de Comunicação Social da Faculdade de Medicina

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