Operação Alpha

PF mira grupo suspeito de enviar 220 migrantes ilegais de Minas para Estados Unidos

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Vale do Rio Doce e em São Paulo

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 05/12/2025 às 08:55.Atualizado em 05/12/2025 às 09:08.
 (Divulgação/ PF)
(Divulgação/ PF)

Uma operação da Polícia Federal investiga um grupo suspeito de promover a migração ilegal de pelo menos 220 pessoas para os Estados Unidos. Cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Minas e São Paulo. Além disso, foram bloqueados R$ 23,7 milhões em bens e valores dos suspeitos. Ainda não há informações sobre prisões. 

Mandados foram cumpridos contra pessoas físicas e jurídicas em Itanhomi e Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, e São Paulo. 

As investigações começaram após denúncia registrada na delegacia da Polícia Federal em Governador Valadares, informando que um morador de Itanhomi estaria promovendo a migração ilegal de diversas pessoas para os EUA, utilizando rotas pela América Central e pela fronteira mexicana. 

Segundo o denunciante, além de coordenar o contrabando de migrantes, o investigado ameaçava familiares das vítimas no Brasil quando havia atraso ou falta de pagamento pelos serviços ilícitos.

Durante as diligências, foram identificadas diversas ocorrências de ameaças atribuídas ao suspeito. As apurações também demonstraram que o contrabandista utilizava contas bancárias de sua ex-companheira para movimentar valores pagos pelos migrantes. 

Segundo a PF, a mulher não concordava com o uso da sua conta bancária, mas temia pela sua segurança e pela de seus familiares no Brasil. Ela reside nos EUA. 

As investigações revelaram que o suspeito contava com uma rede estruturada de apoio para manter suas atividades criminosas. Nos Estados Unidos, facilitadores recebiam os migrantes, realizavam cobranças pelos valores supostamente devidos e repassavam quantias a coiotes responsáveis pela travessia na fronteira. 

Outros integrantes da organização atuavam na logística de fornecimento de passagens aéreas. Os investigados poderão responder pelos crimes de promoção de migração ilegal, ameaça, além de outros delitos que venham a ser identificados até a conclusão das investigações.

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