Polícia combate venda de documentos falsos em Minas Gerais e outros três estados

Rosiane Cunha
rmcunha@hojeemdia.com.br
30/06/2021 às 18:32.
Atualizado em 05/12/2021 às 05:18
 (Polícia Federal/Divulgação)

(Polícia Federal/Divulgação)

A Polícia Federal cumpriu, nesta quarta-feira (30), 13 mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte, Ribeirão das Neves e Lagoa Santa (ambas na Grande BH), em Divinópolis (Centro-Oeste de Minas) e nos estados de Santa Catarina, Espírito Santo e São Paulo durante a operação Reborn, ação de combate a crimes de associação criminosa, falsidade ideológica e confecção de documentos com dados falsos.

Segundo a corporação, as investigações tiveram início a partir da análise de documentos apreendidos durante a operação "Stellio",  realizada no fim de 2019. Na época, algumas prisões foram feitas no Norte de Minas e surgiram indícios de que, além de procurações, certidões de nascimento falsas eram lavradas pelo responsável por um cartório de registro civil localizado em Montes Claros. 

A partir desses documentos falsos, que chegavam a ser vendidos a R$ 2 mil, os golpistas fraudavam documentos de identificação expedidos por vários órgãos, como carteiras de identidade, CPFs, títulos eleitorais e CNHs; além da criação de uma pessoa jurídica, cadastramento de biometria eleitoral, cadastramento de veículos e solicitações de auxilio emergencial.

"Essas pessoas, entre elas advogados, tentaram sacar precatórios judiciais mediante documentos falsos. Precatórios judiciais são documentos emitidos pela Justiça que permitem que autores de ações judiciais propostas contra o Estado, União ou município possam levantar os valores numa eventual condenação por parte da Justiça. O que apuramos na Stellio é que o grupo criminoso tinha acesso aos precatórios passíveis de serem levantados. Esse grupo tinha acesso a esse precatório, falsificava o documento desse titular, emitia uma procuração falsa para realização do saque” explicou o delegado Thiago Garcia Amorim.

Ainda de acordo com a polícia, os beneficiários desses documentos eram pessoas foragidas da Justiça, criminosos, golpistas e imigrantes ilegais que buscavam novas identidades.

As investigações apontaram ainda que um brasileiro, com cidadania norte-americana e procurado pela Interpol após ser condenado a mais de 20 anos de prisão nos Estados Unidos, estava vivendo em Florianópolis, em Santa Catarina,  com identidades falsas fornecidas pelo grupo.

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