
Presos do regime semiaberto da Penitenciária José Maria Alkmin, em Ribeirão das Neves, estão apagando, por meio da pintura, siglas de sete facções criminosas no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte. Os detentos, de baixa periculosidade, fazem o trabalho em oito pontos. A ação vai se estender pelos próximos dias.
A operação integrada entre a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e a Polícia Militar foi iniciada nessa sexta-feira (9). O secretário Rogério Greco diz que "no mundo do crime", cobrir uma sigla de facção significa demarcação de território. "Desta forma, estamos mostrando para eles que o Estado está presente e que em Minas Gerais a criminalidade não tem vez”.
Para o diretor-geral do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), Leonardo Badaró, a utilização da mão de obra prisional demonstra à sociedade e às organizações criminosas que o Estado se faz presente e atuante. "Para os privados de liberdade representa uma oportunidade de trabalho e ressocialização, aliando-se a um importante viés social ao devolver à população um serviço produtivo e de interesse coletivo”.
*Com informações da Agência Minas