Remoção de moradores para casas alugadas não é o fim dos problemas

Renata Galdino
19/10/2019 às 00:26.
Atualizado em 05/09/2021 às 22:18
 (ArcelorMittal Brasil/Reprodução)

(ArcelorMittal Brasil/Reprodução)

Enquanto dezenas de moradores de Macacos e Barão de Cocais vivem em hotéis e nas casas de parentes à espera de solução para o imbróglio, quem precisou deixar as comunidades de Pinheiros e Vieiras, áreas de risco da barragem da Mina de Serra Azul, em Itatiaiuçu, região Central, já está em imóveis alugados pela mineradora ArcelorMittal.

As 185 pessoas deixaram os locais em 8 de fevereiro. “Lá, o perigo (de colapso da estrutura) é bem menor se comparado à Barão de Cocais, por exemplo. Porém, já houve uma alternativa para os habitantes de Itatiaiuçu”, observa Thiago Alves, coordenador estadual do Movimento Atingidos por Barragens (MAB).

Mas até quem já conseguiu uma casa, mesmo que provisória, garante que os problemas não acabaram. Que o diga o serralheiro Ezequiel Mathias, de 40 anos.

Em Pinheiros, ele morava com a família no sítio onde a esposa, Valderis Soares da Silva, de 38, era caseira. “Hoje, ela não consegue emprego, chora muito. Pensamos até em mudar de Itatiaiuçu”, diz Ezequiel, que agora vive em um imóvel, no Centro do município, com a mulher, os três filhos e a mãe.

Auxílio

Em nota, a ArcelorMittal destacou que a remoção dos moradores foi necessária em função do plano de emergência da barragem.

A mineradora afirmou que, além dos imóveis alugados, as pessoas s recebem auxílio mensal, conforme acordo assinado com os Ministérios Público Federal e Estadual e a Comissão de Atingidos. A empresa diz manter diálogo constante com a comunidade.

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