
Uma reunião marcada para 15h desta quarta-feira (21) poderá definir o rumo da paralisação dos garis em Belo Horizonte. Segundo o sindicato da categoria (Sindeac), os trabalhadores devem se encontrar com representantes da prefeitura e da empresa contratada para executar o serviço de coleta do lixo na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Minas.
Uma assembleia dos profissionais também deve ser realizada nesta quarta, na garagem da empresa, no bairro São Gabriel, onde os garis têm se reunido. O Sindeac informou que irá ao local.
Amanhã, a greve entra no terceiro dia. De acordo com um dos líderes do movimento, o gari Tales Marcelo Alves, cerca de 3 mil toneladas de lixo deixaram de ser recolhidas na capital.
Ainda conforme Tales Alves, mais de 200 trabalhadores da empresa aderiram à paralisação, o que representaria mais de 90% do quadro de funcionários da empresa responsável pelo serviço.
A categoria afirma que o depósito do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) está atrasado e que os profissionais estão sem convênio médico. Eles também reivindicam melhorias nas condições de trabalho, alegando falta de segurança.
Sem atrasos nos repasses, diz PBH
Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) afirma que não há atraso nos repasses de recursos às empresas contratadas para executar o serviço de coleta do lixo. O município ainda afirma que mobilizou, de forma emergencial, 308 garis e 47 caminhões (38 basculantes e 9 compactadores) para atender as áreas mais afetadas.
“A PBH lamenta os transtornos causados diante desta paralisação, pede desculpas à população e salienta que cobrará da empresa contratada providências imediatas para que o impasse entre ela e seus funcionários se resolva o quanto antes e a coleta do lixo volte à normalidade”, diz o município.
A empresa responsável pela coleta domiciliar foi procurada, mas não houve retorno até a publicação desta reportagem.
*Estagiário, sob supervisão de Renato Fonseca
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