BH

Segunda-feira deve ter trânsito complicado por conta de horário reduzido do metrô e manifestações

Da Redação
primeiroplano@hojeemdia.com.br
27/03/2022 às 14:53.
Atualizado em 27/03/2022 às 15:46
 (Lucas Prates)

(Lucas Prates)

O trânsito em Belo Horizonte deve ficar complicado na manhã desta segunda-feira (28) por conta da greve dos metroviários e manifestação conjunta de várias categorias na Praça 7, no hipercentro. O trabalhador que precisa se deslocar pela região terá que ter muita paciência.

O dia começa com a paralisação do metrô no horário de pico. Desde o último dia 21, o modal funciona apenas das 10h às 17h. 

Às 9h, os metroviários irão se reunir com os trabalhadores da Educação municipal e estadual para um ato na Praça 7. O protesto é organizado pelos sindicatos das categorias.

Os trabalhadores do metrô da capital afirmam que a greve continua até que consigam negociar garantias aos servidores durante o processo de privatização da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). O Sindmetro informa que, até o momento, não conseguiram estabelecer negociações com a entidade e com o governo federal, que conduz o processo de privatização da estatal.

Os professores municipais, por sua vez, votaram a continuidade da greve até que consigam negociar com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) um reajuste que contemple o pagamento do “Piso Nacional da Educação” aos docentes da rede.

A decisão foi reforçada na última sexta-feira (25), após profissionais em manifestação terem sido retirados da porta da PBH pela tropa de choque da Guarda Municipal. Professores feridos receberam atendimento médico hospitalar.

No mesmo dia, o secretário Municipal de Segurança e Prevenção, Genilson Zeferino, informou que a ação dos agentes será investigada. Se constatado excesso de força, os responsáveis serão punidos. 

Semana atribulada

Nesta semana termina o prazo para que os deputados votem o Projeto de Lei (PL) 3.568/22, que garante reajuste de 10,06% a todos servidores estaduais.

Algumas categorias ainda buscam solução para ampliar os aumentos. Servidores da Segurança Pública querem garantir o cumprimento de acordo firmado, em 2019, com o governador Romeu Zema (Novo) para um reajuste de 41% em três anos.

Os profissionais da Educação também batalham para o cumprimento da lei nacional do piso salarial, que necessitaria de um reajuste de 33,24%.

O projeto precisa ser votado e sancionado até 2 de abril. O texto final ainda está em negociação e precisa ser aprovado em segundo turno na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da Assembleia Legislativa.

Romeu Zema prometeu vetar qualquer aumento definido pelos deputados e que ultrapasse os valores encaminhados na proposta de lei. A justificativa do Executivo estadual é que reajustes superiores à correção da inflação estão proibidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

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