Este jogo não pode ser (mais um) 1 a 1

Aqui é Galo! / 19/04/2019 - 06h00
galo

 

Sinceramente não sei se concentro minhas atenções na final do Campeonato Mineiro, se me preocupo para quem o Atlético passará o bastão de técnico ou se só vou ficar do lado do Coelho – no caso, o da Páscoa – e, como todos os empresários e economistas, esperar pela recuperação em 2020.
 
Como bom chocólatra que sou, confesso que estou meio Chokito com o que aconteceu com o Galo nas últimas semanas e com o tamanho do Ferrero Rocher que levamos. Um Toblerone que culminou com uma campanha Daim na Copa Libertadores e uma Surpresa nos derradeiros momentos do Mineiro.
 
Nem o VAR nos ajudou. Para mim, uma Sensação que não se concretizou aos olhos do atleticano. Com um nariz Alpino, o Atlético nunca deveria ter dado um Crunch no Independência. Volta agora, comprovando que era neste terreiro que Imperial, palco de atuações de Galak.
 
Sempre critiquei a Dona Maria por devorar barras de chocolates em dias de TPM, mas eu pareço agora a própria tensão pós-Mineiro, sem muito no horizonte para vislumbrar. Vejo uma sopa de letrinhas formando palavras como Zetti e Ceni. Tudo, diz meu amigo Itamar, farinha do mesmo saco são-paulino.
 
Além da coincidência de terem sido ídolos no gol do tricolor e campeões mundiais, Ceni pode repetir Zetti na substituição a Levir Culpi, ocorrida em 2007. Só não pode reproduzir a mesma campanha: meros 13 pontos obtidos em 11 partidas.
 
Claro que, se um milagre acontecer, e o Galo sair campeão amanhã, vamos do inferno aos céus. Nós, sofredores contumazes, louvamos as viradas, as ressurreições. Nada mais apropriado para uma Páscoa, biblicamente falando. Ainda mais com um Pastor à frente do ataque.
 
Como o jogo não é no domingo, o sábado é de Aleluia. E também de Malhação do Judas. Assim, ficaremos entre dar uma “aleluia” a alguns jogadores fundamentais à conquista ou de “malhação” para aqueles que decepcionaram mais uma vez. Quem seria o Judas de pano que queimaria na fogueira?
 
Rodrigo Santana é quem está na melhor das situações. Nestas horas, não tem coisa melhor do que ser interino. É igual amante, só pegando a melhor parte. Se perde, não tinha muito o que fazer em tão pouco tempo. Se ganha, recebe vidas extras, podendo ser efetivado ou otimizar o currículo até então sem títulos.
 
Na história recente, porém, os interinos não tiveram muita sorte no Galo. Todos aqueles que vieram como resultado de uma troca em meio a um mata-mata, não tiraram nenhum coelhinho da cartola. No máximo, um empate de 1 a 1, resultado que dá a taça de campeão mineiro para o Cruzeiro.
 
Vide Levir Culpi, que substituiu Paulo Autuori na Copa Libertadores de 2014, durante o confronto com o Atlético Nacional. Diogo Giacomini entrou no lugar de Marcelo Oliveira, entre o primeiro e o segundo jogos da final da Copa do Brasil de 2016 diante do Grêmio. 
 
Sem falar em Rogério Micale, sucessor de Roger Machado na Libertadores de 2017, no embate de oitavas-de-final contra os bolivianos do Jorge Wilstermann. Neste caso, foi um 0 a 0 com gosto de chocolate amargo.
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