Força, Luansão!

Aqui é Galo! / 01/03/2019 - 12h24
luan

 

Luan já merece uma promoção: em seu melhor início de ano no Galo, ele deixou de ser Menino Maluquinho para ser o Adolescente Maluquinho.

Antes um “louco” que se jogava no ataque com todas as suas forças, retrato maior do Atlético campeão da Copa do Brasil em 2014, o camisa 27 amadureceu muito, transformando-se num jogador completo. Não foi por acaso que o Corinthians quis tanto levá-lo para as bandas do Parque São Jorge, no início desta temporada.

Luan ainda continua veloz e aguerrido, a raça atleticana em pessoa, mas a técnica subiu vários degraus e anda apuradíssima, com jogadas e passes que lembram muito a perícia dos jogadores de salão, exibindo raciocínio rápido e um olhar periférico sofisticado.

Foi aquele que teve melhor atuação no 0 a 0 diante do Defensor, resultado que classificou o Atlético para a fase de grupo da Copa Libertadores. Junto a Cazares e Elias, formou uma trinca criativa de rara inteligência. Só faltaram os gols saírem, pois as jogadas ofensivas, a partir de boa troca de passes, surgiram em número razoável, mesmo quando Zé Welison já estava fora de campo, por expulsão.

Posso dizer, sem titubear, ser esse o melhor meio de campo atleticano desde o título da Libertadores, quando tínhamos a dupla Ronaldinho Gaúcho e Diego Tardelli como titulares e Guilherme no banco.

Meio caminho andado para a busca de títulos em 2019, principalmente após o reforço na dupla de zaga, um senhor calcanhar do time nas duas últimas temporadas.

Quando já imaginávamos um Luan cansado, depois de várias contusões, talvez querendo buscar ares diferentes como Marcos Rocha fez no ano passado, o meia tem revelado uma empolgação contagiante. Parece que entrou no time ontem, um exemplo para os colegas veteranos.

Ao reparar no Luan peludo, com a barba cada vez mais ocupando espaço no rosto, minha amiga cabelereira Lúcia talvez tenha matado a charada: a força está nessa cara de quem não gosta de passar perto da barbearia.

O que explica novamente a promoção: a barba só surge durante a puberdade, devido à ação da testosterona.

Além dos times islâmicos, os barbudos também se fizeram presentes por aqui, com o zagueiro uruguaio Olivera. O argentino Dátolo foi outro, assim como o Guilherme do elenco campeão da Liberta.

Nas mais diversas culturas no mundo, a barba tem significados como conquista de sabedoria e status. Diz o Wikipedia que, entre os Uotmeits, quem não tem barba é desaprovado para fins de reprodução. Ou seja, o Don Juan da tribo tinha que exibir pelo no rosto.

Um barbudo famoso é Sansão. Todo mundo achava que a força descomunal deles se devia apenas aos cabelos longos, mas a barba grossa não deixa dúvidas sobre o mérito da alta taxa de pilosidade facial no poder que empregou contra os filisteus.

E os filisteus, neste momento, passam a se chamar Cerro Porteño, Zamora e Nacional. Força, Luansão!

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