Mel ou Mérida

Aqui é Galo! / 10/01/2020 - 07h00
dudamel

 

Dez quilos mais pesado após as festas de final de ano, a gente tende a fazer grandes planos para o período que começa, como diminuir os litros de cerveja consumidos e a quantidade de comida ogra. Muitas promessas certamente ficarão pelo caminho, como acontece com os clubes de futebol. No Brasil, talvez o único time que fez em 2019 o que prometeu foi o Flamengo.

No Atlético, mais um ano sem títulos, campanhas ruins, especialmente no caso da Libertadores, em que virou um saco de pancadas, contratações que não deram certo (nenhum nome vingou no ataque) e trocas constantes de técnicos. Otimista que sou por natureza, confesso que o anúncio do venezuelano Dudamel me deu uma ponta de esperança.

Num time sem grandes estrelas, o treinador passa a ser o principal diferencial para 2020, um bom começo de temporada se levarmos em conta os últimos professores que iniciaram os trabalhos. Pelas entrevistas de Dudamel, que ainda terá um período de adaptação pela frente, o discurso, se posto em prática, tem tudo para render frutos a médio prazo.

Isso se não for um daqueles que vem passar mel na boca de alvinegro saudoso de um “Eu acredito!”. Ninguém quer, como na canção de Almir Guineto, “Mel na Boca”, ficar perguntando de “todas as promessas de me dar felicidade”. E elas não são difíceis de resolver, basta um time que jogue mais coeso e um ataque que não perca tantos gols.

Mel, já diziam meus avós, ajuda a retardar o envelhecimento. O time, é bem verdade, já rejuvenesceu dois anos somente com as saídas e chegadas, apontando para uma média de idade inferior ao de 2019. Melhor, como ótimo cicatrizante que é, evitaria tanta baixa por contusão. Como o ursinho Pooh, não seria nada mal se Blanco e Réver caíssem num tonel com o produto das abelhas.

O mel também ajuda no desempenho cerebral, o que andou faltando em alguns jogadores na hora de escolher a melhor jogada, além de combater a insônia, mal que acomete Cazares vez ou outra, quase dormindo em campo. Se nada disso der certo, porém, fica, pelo menos, a propriedade laxante do alimento, com Dudamel voltando a arrumar as malas em direção à origens, aquele Estudiantes de Mérida.

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