Nenhum "sinistro" no caminho atleticano

Aqui é Galo! / 08/08/2019 - 11h16
vinicius

 

 

“Trabalhamos para oferecer proteção de excelência”, propagandeia o site da Equidad Seguros, empresa colombiana que fundou, em 1982, o próximo adversário do Atlético na Copa Sul-Americana, emprestando até hoje seu nome ao clube. Ao ver a campanha do La Equidad no certame local, agora no 15º lugar do torneio Clausura (o nosso segundo turno), não tenho dúvidas: confio mais em nossa “proteção”, principalmente depois da ótima atuação da defesa contra o Botafogo e o Cruzeiro.
 
Destaques dessas partidas, Jair e Vinicius saíram da reserva, no início do ano, e conquistaram seu espaço no coração atleticano. Jair assumiu de vez a primeira “volância” ao lado de Elias e, corro o risco de dizer, eles têm tudo para se tornar a melhor dupla deste setor desde Pierre-Leandro Donizete, campeões da Libertadores 2013. Se eu fosse publicitário, seriam meus garotos-propaganda para a parte dos seguros de propriedade, protegendo nossa casa de qualquer intempérie.
 
Jair e Elias reúnem combatividade e muita técnica, destruindo jogadas para depois construírem, passando a bola com qualidade e velocidade para fazê-la chegar ao ataque. Um, jovem de grande futuro, e o outro, a perfeita ideia de que, cuidando da saúde física, pode-se ir muito longe. Para planos de seguro e times de futebol, é garantia de sucesso. Só temi mesmo pela franquia de Vinicius, após vê-lo em alta velocidade durante os 90 minutos da partida contra o Fogão, puxando os contra-ataques.
 
Para a armação, o Galo oferece dois tipos de seguros, com o plano Cazares ainda sendo a melhor opção. Internacional, tem vários opcionais, desde lançamentos milimétricos e cobranças de faltas perigosas até aparecer com uma das alternativas na linha de frente. Mas Vinicius tem se mostrado mais regular e confiável, combinando raça e raciocínio rápido. O equatoriano é sagacidade e precisão. Vinicius é força e velocidade. Contra o Botafogo e Cruzeiro, Vina (nome de cachorro-quente no Paraná) não pensou duas vezes e mandou a bola para rede.
 
Um dos grandes problemas dos atacantes atleticanos é a falta de confiança para chutar. Sempre há mais um passe para o lado antes de se bater para gol. Ricardo Oliveira já não tem a verticalidade e a agudeza de antes. Um dos objetivos do seguro é garantir apoio em momentos de necessidade. E, neste sentido, a linha de frente do Galo tem deixado a desejar há sete partidas. Se fosse um seguro contra furto de bens – e o bem maior do futebol é o gol – já poderíamos providenciar outra asseguradora.
 
Não por acaso o Palmeiras virou uma das equipes de ponta do futebol brasileiro. O estádio leva o nome justamente de uma empresa do ramo. Se entrar no site do Allianz Parque, a vontade é de morar lá tal o conforto e o número de opções – mesma variedade que o time do treinador Luís Felipe Scolari oferece em termos de jogadores. O Independência, ainda que mais acanhado, atendeu ao perfil atleticano. Já são 21 jogos de invencibilidade no Horto. Só terão que arrumar outro lema além do “Caiu no Horto, tá morto”.
 
Do contrário, será plano funerário. O que não é de todo ruim se lembrarmos que, em 2012, o Atlético recebeu alguns jogadores que já dávamos por mortos em combate, como Ronaldinho Gaúcho e Jô, além de um técnico (Cuca) com fama de pé frio. Eles não só ressuscitaram como conduziram o Galo ao título da Libertadores. Em 2019, a UTI já está prontinha para receber e dar vida ao atacante Di Santo, que não fez nenhum gol pelo Rayo Vallecano no semestre passado. Como o santo não é de casa, mas sim argentino, ficamos à espera de outro milagre.
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