Temperatura Máxima

Aqui é Galo! / 11/07/2019 - 08h58
galo

 

Chegou o dia!
 
O clima frio dos últimos dias é inversamente proporcional à expectativa da Massa. O “torcedômetro” mostra temperaturas elevadas para as próximas horas. Há quanto tempo o atleticano não experimentava essa sensação efervescente? Se não me engano, esse frisson não pairava sobre o CT de Vespasiano desde a decisão da Copa do Brasil de 2016.
 
Parece meio exagerado, mas o jogo contra o maior rival vale mais do que uma passagem à semifinal da Copa do Brasil. Não é preciso recorrer às estatísticas para lembrar que, no passado recente, toda vez que o Galo entrou em campo com um mínimo de favoritismo, fruto do melhor momento na temporada, a vitória veio confirmá-lo.
 
Foi assim de 2012 a 2014, período em que o alvinegro se tornou quase imbatível, ganhador da Libertadores, da Copa do Brasil (sobre o próprio Cruzeiro) e da Recopa. O Atlético foi o bicho-papão, só faltando conquistar o Campeonato Brasileiro – bateu na trave em 2012, perdendo o título para o Fluminense.
 
Era, é bom lembrar, o tempo do “Caiu no horto tá morto”, do Victor Seleção, do Luan Maluquinho, das bruxarias e otras cosas mas praticadas por Ronaldinho Gaúcho, da metralhadora de Diego Tardelli, das torres gêmeas e do time que encheu os nossos olhos em viradas espetaculares.
 
Não ganhamos nada ainda, mas uma fagulha desta período glorioso parece aquecer a nossa alma. O ataque, se não desaprendeu na pausa para a Copa América, tem mostrado que reencontrou o caminho do gol, puxado por Cazares, Chará, Luan e Alerrandro. Se tem alguém para ser o nome do jogo é o atacante de 19 anos.
 
Luan já ganhou tudo pelo Galo. Cazares realizou partidas memoráveis. Ao colombiano Chará só falta desecantar em terras brasileiras, pois já vestiu a camisa da seleção de seu país. Para Alerrandro, que ainda não levantou nenhum título como profissional, o clássico de hoje é o jogo da vida, podendo representar um divisor de águas em sua curta carreira.
 
Clássico tem destas coisas. Do outro lado, Ronaldo Fenômeno fez barba, cabelo e bigode contra o Atlético ao marcar três gols na vitória por 3 a 1, durante o Campeonato Mineiro de 1994. Tinha só 17 anos, frescor da idade que não o impediu de bater a Selegalo em um dos seus jogos mais celebrados no Cruzeiro.
 
Alerrandro exibe todos os quesitos para seguir caminho idêntico. Depois de corresponder quando o Atlético mais precisava de seus gols e de barrar Ricardo Oliveira, o camisa 44 terá a sua passagem para glória confirmada no caso de sair dos pés dele a vitória diante do Cruzeiro. Seria o ato perfeito de mais uma bela história de ascensão no futebol.
 
Com o número #44 tatuado no braço direito, o jogador pode seguir a trajetória de outro campeão – o piloto inglês de Fórmula 1 Lewis Hamilton. O Robinho das pistas (apelido dado pelos colegas brasileiros) usava o 44 quando foi campeão de Fórmula 1, em 2008. E, sempre quando pôde, abdicou do número 1 para se manter fiel ao 44, como forma de lembrar os primeiros passos na categoria.
 
O número, por sinal, é considerado de bom agouro pelos esotéricos, muito útil para se atingir os objetivos. Quando confrontado em seu maior desafio, dizem, os anjos estarão guiando o detentor destes algarismos. No caso do Atlético, Cazares, Luan e Chará estão longe de exibir algum ar angelical, mas são aqueles que podem levar, sim, Alerrandro ao Paraíso.
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