Um raio de luz naquele cômodo escuro

Aqui é Galo! / 29/03/2019 - 14h43
bolt

 

 

Bolt foi rápido como seu apelido aponta – dos jogadores que saem da Europa ou de países vizinhos diretamente para o CT do Vespasiano, o atacante teve a melhor adaptação até agora. Após chegar no meio da pré-temporada, vindo do futebol turco, nas vezes que entrou durante a partida ou ganhou a oportunidade de começar jogando no “expressinho” do Atlético, não decepcionou.

Logo na estreia, no Campeonato Mineiro, diante do Guarani, foi autor de um gol, além de ter mostrado raça e boa movimentação. Pela Libertadores, três dias depois, não deixou por menos: ele substituiu Chará, no segundo tempo da partida contra o Danubio, e imediatamente apresentou as credenciais. Dos seus pés saiu uma bela assistência para Ricardo Oliveira marcar o gol.

Os insucessos das últimas transferências deixaram o atleticano mais cauteloso. Um carimbo no passaporte representa pouco, visto que jogadores como Martin Rea, Leandrinho e Nathan praticamente não entraram em campo. E se formos buscar mais longe, vamos puxar nomes como Roger Bernardo, Hyuri e Emerson Conceição, que igualmente decepcionaram por aqui.

Raro foi o que aconteceu com o volante Adilson, ex-Terek, que chamou a atenção assim que chegou, em 2017, apesar de ter caído de produção logo depois. Parece que o meio-campo defensivo, na proporção investimento e resultado, foi o que nos trouxe maiores alegrias – foi assim com Josué, campeão pelo Wolfsburg, contratado em 2013, e Elias, que vestia a camisa do Sporting antes de vir, em 2017.

No caso de Bolt, o desempenho dele, por minutagem, deve ser o ser mais alto do time atual, atrás apenas de Cazares, a esta altura, uma espécie de hours concours, muito acima dos demais. Em sete partidas, somente três delas entre os 11 titulares, Bolt marcou uma vez e deu três assistências. E o mais importante: ofereceu bom rendimento naquele lado do campo que vem servindo de dor de cabeça para Levir Culpi – o esquerdo.

Mas só agora, depois de Chará, Elias e Terans serem testados na posição, ele tem a chance de começar um jogo importante, contra o Boa, pelas semifinais do Mineiro. Contra o Tupynambás, domingo passado, entrou com a missão de “acender” o Galo. O que me faz pensar se o problema do alvinegro não estava na escolha da melhor iluminação daquele cômodo, no canto esquerdo.

Lá em casa, a disputa é entre a lâmpada mais barata e a que traz mais luminosidade e beleza ao ambiente, atraindo todos os insetos da região. Pouca potência representa desperdício. Muita luz pode significar desequilíbrio em relação aos outros cômodos. Nos termos da Física, o melhor resultado é aquele que oferece a maior taxa de lúmens com uma quantidade menor de watt consumido.

No momento que o Atlético vive, a equipe precisa de uma daquelas lâmpadas especiais de emergência, usadas justamente para iluminar corredores escuros. E Bolt parece ser uma das melhores soluções para apontar a saída, possibilitando aos colegas enxergarem o caminho do gol com maior facilidade. Se continuar do jeito que está, a temporada corre o risco de cair no mais completo breu.

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