Ótima opção de rentabilidade no campo

Opinião / 13/05/2016 - 06h00

Graziela Lourensoni (*)

O cultivo comercial de florestas está se transformando em uma das atividades mais lucrativas no campo. O país já possui 9,4 milhões de hectares de florestas plantadas (IBGE 2014). Dados da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ) apontam que o saldo da balança comercial do setor de árvores plantadas brasileiro totalizou US$ 1,2 bilhão no primeiro bimestre de 2016, alta de 35,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

Florestas plantadas são responsáveis por abastecer importantes cadeias produtivas da economia, como construção civil, geração de energia, produção de carvão, papel e celulose e movelaria. E, por conta dessa forte demanda pela madeira, hoje já temos casos de produtores rurais substituindo o cultivo da cana-de-açúcar em áreas de encosta por eucalipto em Pernambuco e Alagoas. Isso porque os custos do plantio da cana em áreas de declive são mais elevados e a substituição garante o aumento dos lucros dos produtores. Quando avaliamos área de cultivo de eucalipto, os principais fatores que tornam a atividade rentável são: o valor pago pelo metro quadrado da madeira e o ciclo produtivo, pois entre cinco e sete anos o produtor já consegue fazer o primeiro manejo sustentável e a venda da madeira. E como as árvores possuem três ciclos, ao mesmo tempo em que a madeira cortada é processada, novas desbrotas crescem em prazo cada vez menor.

Por conta da grande demanda e da lucratividade, indústrias do segmento de papel e celulose investem na plantação de florestas em áreas próprias. Porém, o manejo geralmente é terceirizado por empreiteiros florestais, que são responsáveis por entrar com máquinas para fazer o corte e o desgalhamento das árvores para posterior venda. Nesse ponto, temos duas formas de trabalho: nos terrenos grandes e planos, o equipamento mais indicado é o harvester, capaz de derrubar, descascar e processar as árvores; já em áreas menores ou íngremes, a melhor forma de realizar o corte e a desbrota é com motosserra.

No entanto, quando falamos em motosserras, alguns pontos merecem atenção, pois a indústria de equipamentos destinados ao manejo florestal trabalha constantemente para desenvolver ferramentas de trabalho que garantam a segurança dos operários. Por isso, além dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), existem motosserras com sistemas especiais de freios, que, caso o operador faça movimento brusco ou operação errada, o freio da corrente é ativado para evitar possíveis acidentes. Outra tecnologia disponível é o freio acionado de acordo com a postura, ou seja, se o operador está com punho em uma posição errada, a máquina trava a corrente e o sabre automaticamente.

Ainda destacando as tecnologias para médios e pequenos produtores, estão disponíveis no mercado pulverizadores para controle de pragas, atomizadores destinados à aplicação de insumos e calcário para a correção de solo e roçadeiras próprias para a desbrota, o que minimiza o esforço físico no trabalho. Esse é um segmento bem estruturado no país, com alta lucratividade na venda do eucalipto e desenvolvimento de tecnologias para todos os perfis de produtores, e é isso que faz com que as previsões para o futuro sejam as mais positivas possíveis. A própria IBÁ já projeta investimentos de quase R$ 53 bilhões até 2020. A tendência é que o país continue crescendo e seja das maiores referências em produtividade e manejo de florestas plantadas.

(*) Gerente de produtos da Husqvarna

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