2020: o poderoso ano das startups

Opinião / 08/01/2020 - 06h00

Daniel Domeneghetti

Ebulição é o estado ideal para definir o mercado de startups em 2020 no Brasil. Se em 2019 o momento foi dos investidores, neste ano o protagonismo será das startups. Se pudesse escolher uma frase para representar o futuro próximo, não titubearia em dizer que a citação ideal seria “juntar a fome com a vontade de comer”.

Não será raro ver o aumento de lançamentos de fundos de investimentos para startups no Brasil, tanto privados, via companhias da velha economia, como públicos, vide BNDES, BRDE e bancos regionais. O investidor brasileiro está faminto em desbravar mercados na busca por novos modelos de negócios. 

Os setores financeiro e varejista fiquem em alerta. Anjos olharão por vocês. Seja com soluções tecnológicas ou metodologias disruptivas, esses nichos poderão ser beneficiados pelo boom do empreendedorismo inovador, já que lidam direta e indiretamente com os desejos do cliente final.

Nomes de peso do ecossistema do empreendedorismo nacional vão se aliar às startups em 2020. É a adaptação encontrada por essa classe, que foi concebida e projetada para resistir aos dissabores da velha economia. Igualmente às empresas tradicionais, que se curvarão às startups como uma das maneira de acompanhar o ritmo frenético do consumidor empoderado digitalmente, tal qual fez o Bradesco com o Inovabra e o Itaú com o Cubo. Reinvenção será a palavra de ordem na nova década!

Com um 2020 que prevê crescimento de pelo menos 2%, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, o desafio será afinar os propósitos entre empresários tradicionalistas com startupeiros da nova geração. Tudo porque, devido a um choque geracional de ideias e ideais, temos de um lado uma avalanche de pessoas com conhecimento e boa vontade querendo transformar o mercado. 

Do outro lado, instituições sedentas para injetar dinheiro em produto novo. A soma disso é uma quantidade expressiva de novos empreendedores que darão o sangue em busca da carta de alforria: receber bom aporte de dinheiro por sua brilhante ideia e fim.

Adianto em responder que está errado. Não precisamos de empreendedores querendo apenas levantar fundos. Precisamos criar o empresarismo, ou seja, criar empresários que passam parte da vida se dedicando aos negócios e fazendo com que se desenvolvam e deem frutos no mercado. É disso que precisamos. E temos um ano, uma década inteira, para aliar a fome dos investidores com a vontade de comer das startups. O tempo é agora.

Especialista em práticas digitais no relacionamento com cliente e CEO da E-Consulting Corp

 

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