A arte de estar em paz consigo mesmo

Opinião / 19/09/2020 - 06h00

*Mauro Condé

“Você só vive uma vez, mas se você souber viver bem, uma vez é o suficiente” Joe Lewis

Acabo de voltar de uma viagem rumo ao conhecimento, usando como meio de transporte excelentes biografias.

Elas me levaram para Veneza, Itália, no ano de 1323, onde fui recebido por Marco Polo, a quem fui logo pedindo:

Ensina-me algo que eu ainda não saiba e tenha o poder de mudar a minha vida para melhor.

Cultive o hábito de fazer viagens prazerosas como forma de terapia para afastar o estresse da sua vida.

Maior viajante da História, ele narrou num livro incrível suas grandes aventuras ao redor do mundo, vividas inicialmente ao lado de seu tio e seu pai, os quais só foi conhecer aos 17 anos de idade.

Seu livro se transformou numa espécie de bíblia inspiradora para grandes navegadores, entre eles Cristóvão Colombo, que por causa disso viria a descobrir a América anos depois.

Naquele tempo, um incidente ocorrido do outro lado do mundo, mudou para sempre a vida de Marco Polo.

Uma antiga imperatriz chinesa, ao tomar chá sob uma amoreira observou um casulo de bicho-da-seda cair dentro de sua xícara. Ao tentar removê-lo, percebeu que a água quente amolecia as fibras do casulo, resultando em um lindo fio de alta qualidade.

Foi o insight para uma das maiores inovações de todos os tempos na China que, por séculos, deteve o monopólio da produção e da comercialização da seda para o resto do mundo.

O lucrativo comércio desse produto atraiu Marco Polo e o fez se aventurar pelo itinerário da chamada rota da seda (que por coincidência tinha seu traçado geográfico parecido com o formato de um casulo).

Viajou de Veneza, sua terra natal e passou por lugares maravilhosos hoje conhecidos como Grécia, Egito, Israel, Síria, Turquia, Iraque, Irã, Afeganistão, Paquistão, Índia até chegar à Corte de Kublai Khan, neto do poderoso Gêngis Khan, na China.

Lá, ele chegou a ser preso, torturado, libertado, estudado e depois admirado e adotado pelo próprio Imperador Khan como seu maior mentor e conselheiro, devido à sua vasta cultura e conhecimento.

Expandiu muito a sua visão da vida e do mundo quando foi treinado por um monge totalmente cego, conhecido como Mestre Cem Olhos, o maior mestre de kung fu da História.

Inspire-se no legado de quase oitocentos anos deixado por Marco Polo.

Passada a pandemia, viaje pelo mundo para conquistar a liberdade de ficar ainda mais em paz consigo mesmo.

*Palestrante, Consultor e Fundador do Blog do Maluco.                       

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