A Economia Criativa é o futuro dos negócios

Opinião / 23/01/2021 - 06h00

Cadu Guerra*

Há décadas, empresários e trabalhadores profetizam o fim de determinadas profissões, projetando um cenário de caos em um futuro no qual pessoas seriam substituídas por máquinas. Também, o excesso de profissionais nas áreas mais ‘tradicionais’, já saturadas, faz com que haja cada vez menos oportunidades de emprego e salários menos gratificantes. E, ao que tudo indica, isso não está muito distante. Contudo, há uma luz no fim do túnel (data venia para o clichê).

Como não há mal que perdure sem que a inteligência humana não faça jus ao que pregava Darwin, a sociedade e o setor comercial se adequam à nova realidade e dão um novo sentido ao mercado de trabalho - e, dessa vez, com o que o ser humano tem de mais valioso: a criatividade. 

Bem subjetivo e imensurável, a criatividade pode, hoje, recompensar ainda mais aquele que antes não vislumbrava grandes oportunidades para além das possibilidades que o quadradíssimo mercado de trabalho oferecia. E essa recompensa veio com a ascensão da chamada Economia Criativa. Mas o que seria isso?

A Economia Criativa pode ser definida como o conjunto de negócios baseado no capital intelectual e cultural que gera valor econômico, de forma a estimular a criação de empregos, a geração de renda e a produção de receita. Ela abrange os ciclos de criação, produção e distribuição de bens e serviços que usam criatividade, cultura e capital intelectual como insumos primários, promovendo a diversidade cultural e o desenvolvimento humano.

Integram esse novo setor companhias que propõem soluções criativas para que empresas e pessoas resolvam problemas do dia a dia. Exemplos não faltam: Netflix, que promove uma nova forma de consumir filmes e séries; Uber, que introduz um jeito diferente de se locomover; Ifood, que revolucionou o delivery de comida; Spotify, que virou a indústria fonográfica de cabeça para baixo; e por aí vai. 

A Economia Criativa não é só o futuro, mas também o presente dos negócios, proporcionando formas diferentes de fazermos coisas que estamos acostumados no nosso cotidiano, mudando os nossos hábitos e, a longo prazo, moldando o comportamento de toda uma geração. E o faz aquecendo a economia, criando novos empregos e acendendo aquela luzinha no fim do túnel, espantando os fantasmas da revolução das máquinas.

* CEO do Allugator, maior plataforma de assinatura de aparelhos eletrônicos da América Latina 
 

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