A evolução da mulher na sociedade

Opinião / 04/03/2021 - 06h00

Mulheres e homens, ao longo da humanidade, desempenhavam papéis sociais muito distintos. E por vários séculos, a mulher viveu em uma cultura patriarcal e machista, onde o papel da mulher na sociedade era voltado unicamente para a família. Ela era a responsável por todo o serviço doméstico e educação dos filhos. O homem era o patriarcado, responsável por trabalhar e pelo sustento familiar. As mulheres eram governadas pelo homem, marido, irmão ou tio. A estes sim, competiam o dever da responsabilidade por elas. 

A virtude das mulheres era de reproduzir, a mãe perfeita e protetora, contraditoriamente, o sexo frágil, alguém sem direitos de escolhas. A essas mulheres, eram vetados o direito ao voto político, educação, direito sexual e reprodutivo. 

A autora Arilda Inês Miranda Ribeiro, no texto “Mulheres Educadas na Colônia”, em sua obra “500 anos de Educação no Brasil”, afirma que as mulheres eram enxergadas, da mesma forma que as crianças e os doentes mentais, como o “imbecilitus sexus”, isto é, o sexo imbecil.

E assim, a sociedade viveu por muito anos. O capitalismo e a revolução industrial modificaram, radicalmente, o trabalho não só para os homens, mais para toda a família. Com a revolução, houve a redução do salário dos homens, e crescente necessidade de mão de obra nas fábricas. Desta forma, o homem que era o patriarcado e único responsável pelo sustento familiar, não conseguia mais manter uma remuneração adequada, sendo assim, todos os integrantes da família tiveram que sair para trabalhar nas indústrias. 

A inserção das mulheres no mercado de trabalho foi marcada pela dupla jornada, de até 18h diárias, pois, além de trabalhar nas indústrias, as mulheres, mantiveram a responsabilidade dos serviços domésticos. E apesar, da menor remuneração nas fábricas quando comparado às do homem, essas mulheres começaram a alcançar direitos e autonomia.

As duas grandes guerras mundiais também foram de grande importância para as mulheres conquistarem o seu espaço, e, demonstrarem sua importância no mercado de trabalho. Os homens tinham que sair para lutar, e deixavam seus cargos vazios nas indústrias, cargos esses que foram muito bem ocupados pelas mulheres e crianças. 

O caminho percorrido pelas mulheres sempre foi de opressão e traçado por muitas lutas. Isso contribui para as desigualdades entre os gêneros, ainda, nos dias atuais.

As mulheres conseguiram sim, alcançar muitos direitos, através das leis que foram conquistadas pelos movimentos socias: direitos ao voto feminino, direitos sexuais e reprodutivos, direitos à educação, ao trabalho, ao divórcio, direitos diante das violências contra as mulheres, mais, ainda assim, há uma grande dificuldade para alcançar a equidade entre os sexos. 

Autora: Profa. Lorena Cristina do Nascimento Santos. Especialista em Saúde da Mulher e Obstetrícia. Docente do curso de Bacharelado em Enfermagem da FKBH.
Revisão: **Profa. Ms. Débora Cristine Gomes Pinto, mestre em Ciências da Saúde, coordenadora e docente do curso de Bacharelado em Enfermagem da FKBH e docente do curso de Bacharelado em Nutrição da FKBH
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