A Odontologia se reiventando e o mercado de trabalho

Opinião / 24/09/2020 - 06h00

Lucas de Morais Barros*

A política pública adotada pelo Ministério da Educação nas duas últimas décadas tem facetado e possibilitado a abertura de inúmeros cursos de graduação em todos os campos de conhecimento pelo Brasil afora. Somado ao fato da facilidade de acesso das populações mais carentes ao ensino superior, seja através das políticas públicas de financiamento estudantil, como o Fies e o Prouni, ou através de financiamentos das próprias instituições, um número cada vez mais crescente de alunos tem ingressando no ensino superior.

Com a Odontologia não está sendo diferente. Para se ter uma ideia, em apenas quatro anos, de 2015 a 2019, o número de instituições de ensino que ofertam a graduação em Odontologia cresceu 87%, passando de 220 para 412 faculdades.
Obviamente um grande número de profissionais entram no mercado a cada semestre. Também é nítido que a distribuição geográfica destes novos profissionais se concentram nas regiões Sudeste e Sul.

E a pergunta que logo vem é: - e agora, formei, como e onde vou trabalhar?

A concorrência está acirrada!

Devemos contudo, lembrar que com a criação e expansão dos planos de saúde odontológicos, uma boa parcela da população brasileira tem tido acesso aos tratamentos odontológicos, que antes era caro e inacessível para boa parte de nossa população.

Entretanto, novas perspectivas de atuação tem surgido. Além das tradicionais áreas de atuação como ortodontia (colocação de aparelhos), implantodontia, periodontia (doenças da gengiva), endodontia (tratamento de canal) e odontopediatria, a odontologia tem ampliado seu campo de atuação, surgindo assim novas modalidades. Como exemplo podemos citar a Harmonização Oro-facial, que trabalha a estética na região da face como um todo (incluindo pálpebra, queixo, nariz e orelha; e a Odontologia Legal (identificação de arcadas dentárias, perícias forenses, laudos e pareceres).

Ademais, como exposto acima, o grande número de faculdades existentes coloca o magistério superior como uma excelente opção de atuação também.
Contudo, devido ao grande número dessas especializações, cada vez mais exige-se do profissional cirurgião-dentista, seu constante estudo e aprimoramento. Dessa forma, apenas a graduação não é suficiente para se garantir no mercado de trabalho. Deve-se sempre estar se atualizando, fazendo cursos de pós-graduação, quer seja nos níveis de especialização (lato sensu) ou mesmo no nos níveis strictu senso, como mestrado e doutorado.

Mais do que nunca, estudar e estar atualizado são prerrogativas indispensáveis nos dias atuais.

Não há tempo para reclamar! É arregaçar as mangas, abraçar essa maravilhosa profissão e encarar os desafios de peito aberto, com vontade e determinação!

*Professor, coordenador do curso de Odontologia da UNIPROMOVE-BH. Mestre e doutor em Dentística Restauradora. Especialista em Implantodontia.
Atua em Odontologia hospitalar

 

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