A terapia da viagem - para onde

Opinião / 25/07/2020 - 06h00

Mauro Condé*

Acabo de voltar de uma viagem rumo ao conhecimento, usando como meio de transporte excelentes livros sobre Artes Plásticas.

Eles me levaram para a Ouro Preto de 1813, onde fui recebido por Aleijadinho, mestre das belas artes, a quem fui logo pedindo:
Ensina-me algo que eu ainda não saiba e tenha o poder de mudar a minha vida para melhor.

Pratique a terapia da viagem a fim de se transformar, se inspirar e se fortalecer depois que a pandemia passar.

Depois de um longo período de quarentena, passe alguns dias longe de casa para promover uma verdadeira revolução na sua vida.

Você pode mudar sua atitude mudando de ambiente, indo para um lugar agradável e prazeroso.

Aleijadinho me incentivou a fazer uma viagem para as cidades onde ele esculpiu as mais belas obras de arte do barroco mineiro.

Comecei por Sabará onde me encantei com o Chafariz do Hospício da Terra Santa e com os púlpitos em Madeira e pedra da Igreja de Nossa Senhora do Carmo.

De lá fui para Mariana apreciar as obras que ele realizou nas Igrejas de Nossa Senhora Assunção e de São Francisco de Assis, com seus púlpitos recheados de pinturas ao lado de imagens sacras.

Sem demora, dei uma esticada até Ouro Preto onde refiz todo o trajeto do artista Aleijadinho, desde o famoso Cristo Flagelado e do São Jorge de Madeira até a Igreja de São Francisco de Assis com suas torres circulares que reinventaram o tradicional estilo Rococó Europeu.

De lá zarpei para São João Del-Rei para admirar a Igreja de São Francisco de Assis local com seus retábulos e torres cilíndricas magicamente harmoniosas.

Fui de São João del-Rei até Tiradentes confortavelmente sentado nos famosos bancos da velha e boa Maria fumaça, fotografando com os olhos cada metro quadrado daquela paisagem de cinema.

Em Tiradentes a imagem da Igreja Matriz de Santo Antônio pintada de amarelo no alto do morro se instalou na minha mente como um lindo cartão postal.

E por fim, fui até Congonhas do Campo apreciar, com os olhos cheios d’água, as esculturas perfeitas esculpidas em madeira, pedra e sabão para retratar de maneira incrivelmente real a última ceia de Cristo com seus apóstolos.

Fechei a minha viagem ajoelhado diante da beleza dos doze profetas de pedra e sabão com suas vestes típicas e seus olhinhos puxados.

Pense nessa ideia, passear por esse roteiro depois que a pandemia passar, pois essa experiência vai te fazer muito bem.

*Consultor, Palestrante e Fundador do Blog do Maluco 

 

 

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