Alimentação fora do lar: mercado que exige estudo

Opinião / 06/03/2020 - 06h00

Ricardo Rodrigues*

De acordo com o estudo “Negócios Promissores em 2020”, realizado pelo Sebrae a partir do cruzamento e análise de um conjunto de dados do FMI, Banco Central e Ministério da Economia, as micro e pequenas empresas que atuam no setor de serviços devem ter um ano promissor. O otimismo se deve, sobretudo, à expectativa de crescimento de 2,5% da economia brasileira em 2020, somada à projeção de uma safra recorde no setor agrícola.

O ano será positivo, principalmente, para os pequenos negócios de serviços pessoais, serviços prestados às empresas, na área da saúde, educação e transporte. Nos segmentos que atendem às necessidades básicas da população, continuam em alta as empresas que atuam no comércio de alimentos e de alimentação fora do lar (restaurantes e marmitas).

É neste ponto que eu quero chegar. Este setor, do qual faço parte, é, sem dúvida, um dos preferidos para quem quer começar a empreender, visto que a alimentação é e sempre será uma necessidade básica do ser humano. Porém, é importante destacar que este mercado, assim como os demais, não está isento das nuances e intempéries da economia. Por isso se você quer colocar a mão na massa e ter seu próprio negócio na área de gastronomia, seja porque tem dom/talento ou acredita nas possibilidades que irá colher, é válido ter em mente algumas questões cruciais.

Não aja movido apenas pela paixão. Pense estrategicamente em que e como gostaria de atuar. É fundamental ainda estar sempre ancorado em pesquisas reais acerca do nicho em que pretende investir. Esse estudo é essencial para que o empresário iniciante não entre no segmento de alimentação fora do lar acreditando que o modismo de 2020 vai se perpetuar. Muito pelo contrário: todas as tendências têm um momento de maturação. E quando ela é alcançada, só permanece no mercado aqueles que investiram em estudo e pesquisa. 

A Abrasel-MG, por exemplo, trabalha em parceria com o Sebrae Minas, órgão de fomento à micro e pequenas empresas. Essa soma de esforços possibilita que os associados recém-chegados possam ganhar subsídios técnicos e know-how para entenderem o mercado no qual estão inseridos, além de trocarem experiências com profissionais gabaritados e com uma estrada já percorrida.

Lembre-se que construir parcerias é uma postura muito mais assertiva que encarar o outro apenas como concorrente.

Por outro lado, se você optar por atuar em um nicho tradicional (já consolidado) da gastronomia, não abra mão de investir em diferenciais, sejam eles voltados para preços atrativos, atendimento ou um bom produto. Dessa forma o seu empreendimento não será apenas mais um nesta vasta seara de opções que aparecem diariamente para o consumidor.

 

*Presidente Abrasel-MG e coordenador da Frente da Gastronomia Mineira

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