Aos 102 anos, reduz o estresse

Opinião / 04/01/2020 - 06h00

Mauro Condé

“Diversão saudável promove a felicidade. Cérebros felizes aprendem melhor”.

Acabo de voltar de uma viagem rumo ao conhecimento, usando como meio de transporte excelentes livros e artigos sobre saúde.

Eles me levaram para a Universidade do Texas ( EUA), onde fui recebido pelo neurocientista William Klemm, a quem fui logo pedindo:

Ensina-me algo que eu ainda não saiba e tenha o poder de mudar a minha vida para melhor.

Ouça um velhinho de 102 anos para reduzir seus níveis de estresss e ansiedade e para melhorar sua memória e criatividade.

Seu nome é jazz e trata-se de um estilo musical com comprovadas propriedades terapêuticas e calmantes.

Segundo conceituado estudo médico, existem diversas vantagens cognitivas que enriquecem muito a mente enquanto escutamos jazz.

Existe um forte conflito entre a capacidade de estudar, de trabalhar e o estresse.

Os cientistas demonstraram que quando se escuta jazz os hormônios do estresse baixam significativamente e isso ajuda a absorver e a reter melhor a informação.

Também foi descoberto que o jazz estimula o cérebro e aumenta muito a criatividade e a memória.

Os padrões rítmicos das canções de jazz estimulam e expandem o cérebro, com suas oscilações entre trechos acelerados e pujantes e trechos mais lentos e mais calmos (mais predominantes nesse estilo musical).

O jazz leva a mente a mimetizar a improvisação, o que ativa a mesma região do cérebro que comanda a linguagem e relaxa a mente e o corpo.

Com isso, o jazz se torna um dos melhores exercícios para aumentar o desempenho intelectual, uma vez que o cérebro funciona como os músculos – precisa de atividade para se manter em forma.

Outro fator decisivo nesse gênero musical para o aumento da criatividade está no ruído ambiente proporcionado por suas músicas – em volumes moderados (considerados níveis ótimos de audição), o jazz gera ondas cerebrais que melhoram a concentração, promovem o raciocínio abstrato e obrigam o cérebro a fazer “trabalho extra”, a fim de proporcionar estímulos positivos que levam à expansão da criatividade e do relaxamento físico e mental.

Dica: Experimente gravar uma playlist, para seus momentos de descompressão na vida, com as melhores obras dos gênios do jazz, como Charlie Parker, Miles Davis, John Coltrane, Duke Ellington, Louis Armstrong, Thelonious Monk, Charles Mingus, Chet Baker, entre outros.

Palestrante, consultor e fundador do Blog do Maluco

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