App para socorro a surdos e mudos

Opinião / 24/12/2020 - 06h00

Rosangela Silqueira Hickson

Uma experiência traumática vivida pelo enfermeiro Eder Júlio Rocha de Almeida foi o ponto de partida para o desenvolvimento de um aplicativo que pode salvar muitas vidas. 

Segundo relato do professor, “Quando eu era enfermeiro assistente na área de emergência e urgência, atendi a uma ocorrência de parada cardíaca. Esse senhor veio a óbito e eu vi o filho dele chorando muito. Esse filho era surdo e mudo e foi quem presenciou os primeiros sintomas do pai. Só que ele não conseguiu acionar o socorro. Ficou muito triste e isso me comoveu muito”.

Depois de quatro anos, ele se lembrou dessa situação e teve a oportunidade de colocar em prática a ideia de ajudar pessoas surdas e mudas. 
Para evitar a repetição desta ocorrência, ele desenvolveu um aplicativo para ajudar deficientes auditivos a pedirem socorro. O projeto faz parte do mestrado de Tecnologia Aplicada à Saúde da Faculdade Promove de Tecnologia. O aplicativo desenvolvido no projeto do mestrado tem uma interface bem amigável.

O artigo da dissertação do Mestrado em Tecnologia Aplicada à Saúde, denominado “Utilização de recursos tecnológicos por enfermeiro: desenvolvimento de um protótipo de acionamento de ambulância para portador de deficiência auditiva”, foi publicado em 2020 no Brazilian Journal of Business e saiu do papel com o aplicativo: Socorro com as mãos.

O aplicativo traz uma interface bem amigável. Idoso, criança, analfabeto, todos conseguem manusear, porque ele tem ícones. Então, a central vai ser acionada através desses ícones, que já sinalizam para o policial, bombeiro ou médico do que trata a ocorrência

O projeto sofreu um atraso, por causa da pandemia, mas a ideia é que esteja disponível no primeiro semestre de 2021.

O projeto teve duração de um ano e contou com a ajuda de uma aluna de engenharia, Rackel Raniere Duraes, do aluno de enfermagem Arthur Guimarães Gonçalves dos Santos, além da minha própria particição, como coordenadora do mestrado, professora Rosângela Hickson, da Faculdade Promove de Tecnologia.

O enfermeiro obteve a ajuda de um deputado para entregar um ofício à primeira-dama do país Michelle Bolsonaro, pedindo incentivo federal. A ideia é que muitas pessoas que não falam ou não ouvem possam ser salvas.

Doutora em Bioinformática, coordenadora do Mestrado profissional em Tecnologias Aplicada à Saúde, coordenadora do Núcleo de Educação a Distância, professora dos cursos de Tecnologia da Informação das Faculdades Promove de Tecnologia

 

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