Argamassa Técnica Decorativa, a inovação em fachadas de edifícios

Opinião / 14/01/2021 - 06h00

Mauro Eugênio Lechi Vieira*

A atual situação do mercado da Construção Civil obriga as empresas do ramo a buscarem soluções que aumentem sua competitividade. Além disso, a maior exigência por parte dos consumidores respaldados legalmente pelo Código de Defesa do Consumidor levam as construtoras a melhorar a qualidade e o desempenho mínimo do produto final.
No que diz respeito à durabilidade, para o desencadeamento de processos agressivos como ataque de sulfatos e cloretos, reação álcali-agregado, lixiviação e carbonatação é necessário não só os agentes deletérios específicos de cada processo, mas também de água.

O revestimento externo é a primeira barreira contra a entrada da água e de agentes deletérios, portanto, um revestimento eficiente é vital para garantir a durabilidade das construções. 

O revestimento tradicional (chapisco, emboço ou reboco e textura acrílica) vem sendo utilizado há muito tempo pelas construtoras. Embora essa técnica de revestimento seja muito difundida, poucas são as empresas que conseguiram atenuar os gargalos desse sistema tão antigo. Dentre os problemas mais comuns cita-se: baixa produtividade devido a múltiplas etapas, consumo excessivo de materiais, vários profissionais diferentes envolvidos, dilatação dos prazos de obra, custo final elevado, além de manifestações patológicas devido à grande complexidade de todo o processo.

Nesse contexto, a Argamassa Técnica Decorativa (ATD), tecnologia desenvolvida na França na década de 70, surge com o intuito de racionalizar o processo construtivo, reduzindo o prazo de entrega da obra e as patologias de fachadas. Em 2001 a ATD foi lançada no Brasil com o nome de Sistema Monocamada e desde então vem sendo usado pelas construtoras brasileiras.

Esse revestimento surge como alternativa para racionalizar o processo construtivo sendo normatizado pela ABNT apenas em 26/04/2018 (NBR 16648:2018).

A Argamassa Técnica Decorativa (ATD) é um produto industrializado, de base cimentícia pigmentada, produzida dentro de padrões tecnológicos fabris, sendo entregue ensacado, necessitando de adição de água para sua aplicação. Após a aplicação torna-se um revestimento monolítico, de pequena espessura, podendo receber acabamento definitivo, eliminando com isso a pintura. Desenvolvida para revestimento exterior e interior, aplicada em uma ou mais camadas, pretendendo cumprir todas as funções de regularização, proteção, dar estanqueidade e acabamento final conseguidas por um sistema multicamada tradicional.

Avaliar a durabilidade da ATD produzidas após a publicação da norma NBR 16648:2018, por meio de ensaios de estanqueidade (método do cachimbo – CSTC NIT 224:2002) e de resistência de aderência à tração (NBR 15258:2005) é uma dos temas de iniciação científica que iremos trabalhar com nosso alunos na Faculdade Kennedy em 2021.

*Mestre em materiais e construção civil e professor do curso de Engenharia Civil da Faculdade Kennedy. 

 

 

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