Carecas buscam cirurgia plástica

Opinião / 12/06/2019 - 06h00

Pedro Nery Bersan

A falta de cabelos ou de pelos é um problema para muitas pessoas. As causas são genéticas ou decorrentes de traumas que geram cicatrizes, baixa auto-estima e problemas pessoais. Quem sofre com essas situações encontra na cirurgia plástica de transplante ou restauração capilar aliado importante. A verdade é que o mercado de saúde e beleza ganha cada vez mais espaço com eles. A cirurgia plástica deixou de ser um procedimento exclusivamente feminino.

Os homens, que não valorizavam tanto a estética, hoje, representam cerca de 30% do total de brasileiros na demanda pela plástica. Nos últimos cinco anos, os atendimentos masculinos passaram de 72 mil para 276 mil ao ano, uma média de 31,5 procedimentos por hora, conforme a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

O transplante e/ou a cirurgia de restauração capilar, por exemplo, é das intervenções mais solicitadas. O resultado não fica artificial e muito menos com o temível aspecto de “cabelo de boneca”. O cabelo é retirado da própria pessoa e não mais sintético. O desenho natural do cabelo é respeitado, deixando as linhas da testa como eram antes e com ótima densidade de cabelos transplantados, para não ficarem desproporcionais.

A restauração capilar ou transplante de cabelo foi a área da estética que mais avançou na última década. Os antigos resultados artificiais, quando os implantes eram decorrentes de material sintético, para mimetizar o cabelo natural, já não existem mais. Atualmente, o transplante proporciona resultados naturais e satisfatórios.

Uma mescla das técnicas FUE e FUT, com o uso de áreas doadoras de folículos capilares mais extensas, proporciona alta densidade na área calva, com mínimas cicatrizes nas regiões doadoras e uma linha de inserção capilar absolutamente natural. As opções de tratamento clínico complementam o transplante e também evoluíram, para auxiliar na manutenção e otimização dos resultados. 

O FUT retira uma faixa de cabelo atrás da cabeça, extraindo mais fios e deixando cicatriz linear mais visível. Já o FUE retira fio a fio, deixando mínimas cicatrizes espalhadas atrás da cabeça, conseguindo menos fios na mesma área. Não existe técnica melhor. Cada caso tem uma indicação diferente e, na maioria das vezes, o ideal é combinar as duas técnicas. O cabelo transplantado não cai com o tempo, pois é de uma área geneticamente privilegiada, que não tem os receptores hormonais responsáveis pela queda. 

Cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

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