Cirurgia plástica com responsabilidade

Opinião / 07/12/2018 - 07h00

Pedro Bersan* 

Há 34 anos, o dia 7 de dezembro é celebrado como a data Nacional do Cirurgião Plástico e sempre uma oportunidade para refletir sobre essa área profissional que passa por um momento polêmico, decorrente de diversos casos de negligências no Brasil. Um levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) revelou que cresceu a demanda pelas cirurgias. As intervenções para fins reconstrutores ou puramente estéticos avançaram 23% e 8%, respectivamente, comparando com 2014. O desejo e resultados devem estar associados diretamente à importante identificação de um profissional qualificado e responsável.

É preciso alertar que o número de pessoas sem a correta qualificação e-ou habilitação profissional cresce à medida que aumenta também a preocupação dos brasileiros com a aparência.  É fundamental atenção com os procedimentos estéticos invasivos ou cosmiátricos, pois somente podem ser executados com indicação médica, ou seja, por especialistas em Dermatologia e-ou Cirurgia Plástica. Para confirma se o médico é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, por exemplo, ele deve ser localizado na plataforma de busca que se encontra no site da instituição. Para a verificação a pessoa deve conter nome completo, ou parcial, ou estado de atuação.

Os primeiros registros de cirurgia plástica ocorreram por volta do século VI, na região em que hoje está situada a Índia. Alguns procedimentos atuais já eram citados em documentos dessa época,  como por exemplo, o uso da pele na testa para reconstrução nasal, visando, inicialmente, reparar a aparência das pessoas que tiveram os narizes cortados como punição por crimes. Apesar desse tipo de punição não ser mais comum, o procedimento ainda é bastante usado por quem perdeu o nariz ou parte dele decorrente de cânceres, traumas ou uso de cocaína, por exemplo.

Conforme dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), o Brasil tem mais de 5,9 mil cirurgiões plásticos, sendo o profissional responsável por melhorar a autoestima e promover o bem-estar ao contribuir, não apenas com a aparência externa, mas auxiliando no equilíbrio geral das pessoas. Os benefícios da cirurgia plástica vão muito além da questão estética ao devolver a autoestima e promover uma espécie de proteção no cérebro, afastando problemas relacionados à autoimagem, como a depressão. Também auxilia na recuperação de doenças e aspectos funcionais do corpo que podem ser corrigidos ou melhorados com procedimentos cirúrgicos.

A data é realmente oportuna para ressaltar que os procedimentos estéticos devem ser feitos por um cirurgião credenciado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e em uma clínica qualificada. É preciso praticar uma cirurgia plástica como especialidade médica, respeitando os princípios éticos profissionais e priorizando sempre o ser humano com sua segurança, saúde e satisfação. Estudar, pesquisar e, sempre que necessário, buscar inovações e técnicas, aproveitando, constantemente, a experiência para melhor atender as particularidades de cada pessoa, focando no melhor resultado.

(*) Cirurgião plástico do Hospital Madre Teresa e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Comentários