Como criar sua primeira carteira de investimentos?

Opinião / 13/01/2021 - 06h00

Alexandre Bossi*

Segundo levantamento da B3, bolsa de valores oficial do Brasil, o número de investidores pessoa física em ações aumentou 168% entre 2018 e o primeiro trimestre de 2020. Tais dados apontam um salto significativo no interesse dos brasileiros por esse tipo de aplicação. Mas, levando em consideração que o assunto até pouco tempo atrás não havia caído no gosto popular, qual a melhor maneira de começar a investir?

Existe uma série de fatores que devem ser analisados antes de fazer o primeiro aporte. Para começar, a finalidade de uma carteira de investimentos é contribuir com seus objetivos financeiros, trazendo valorização do dinheiro ao longo do tempo. Porém, além da obtenção do lucro, o portfólio precisa ser visto como uma forma de proteger seu patrimônio. Além disso, ela pode ser tanto de renda fixa - títulos do Tesouro, CDBs, LCIs etc., como também de renda variável - Ações e Fundos de Investimento.

Apesar do assunto parecer complicado, ter conhecimento de como criar uma carteira de investimentos é fundamental para obter bons resultados a curto, médio e longo prazo. Uma estratégia relevante é a diversificação, ou seja, dividir seu capital em diferentes aplicações para se expor a menos riscos.

Para um investidor iniciante, pode parecer mais adequado escolher uma única aplicação mas, concentrar seus recursos não é a melhor alternativa. Isso porque, se o cenário econômico oscilar muito e atingir justamente este que foi selecionado, as perdas podem ser significativas. Sendo assim, o melhor é conhecer as opções do mercado e distribuir o dinheiro entre as que combinam com os seus objetivos.

Além disso, a prática permite que você aproveite características diferentes. É o caso de quem aporta tanto em títulos mais seguros como em ativos mais arriscados, mesclando riscos e rentabilidades diversas. O ideal é pesquisar bastante em busca do que seria melhor para os seus negócios. Confira algumas dicas importantes para criar o seu primeiro portfólio de investimentos:

Conheça seu perfil e sua tolerância a riscos - O primeiro passo é identificar o seu perfil de investidor. Ele ajuda a entender suas características financeiras e os riscos que está disposto a aceitar. A partir disso, é possível direcionar o seu dinheiro e definir uma margem de diversificação.

Trace objetivos - A carteira deve estar alinhada com o que se espera do futuro, os sonhos que pretende realizar, bens que deseja comprar, entre outros. Por isso, defina os objetivos separando entre curto, médio e longo prazo e depois liste o quanto de capital precisará acumular. Se começar a investir sem motivos claros, pode ficar mais difícil escolher.

Se atente aos prazos- Quando se define tempo para os seus planos é possível pensar em ativos que vão atender as suas reais necessidades. Alguns investimentos, por exemplo, têm liquidez diária. Significa que você pode resgatar o dinheiro a qualquer momento. Nesse caso, eles podem ser adequados para quem está criando uma reserva financeira ou tem objetivos rápidos.

Conheça as alternativas de investimento - Existem diversas alternativas tanto em renda fixa como variável. Cada uma delas tem seu próprio nível de risco, que deve ser considerado. Portanto, é importante conhecer e respeitar o seu perfil.

Estabeleça uma estratégia -Não existe uma fórmula única que funcione bem para todo mundo. Por isso, a última dica é ter uma estratégia bem definida. Um caminho muito útil é o da diversificação, vale também planejar aportes frequentes. Ao fazer um planejamento financeiro, você pode definir uma porcentagem para investir todos os meses.

Por fim, vale destacar que não há um investimento perfeito capaz de multiplicar o seu dinheiro. Um dos segredos do sucesso é a constância ao investir. Dessa maneira será possível escolher ativos que lhe ajudem a realizar seus planos e metas. Boa sorte!

* CEO e um dos fundadores do Pandhora Investimentos, gestora de fundos de investimento quantitativos.

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