Como os Beatles ajudaram a criar a tomografia

Opinião / 16/01/2021 - 06h00

Mauro Condé*

“Temos mais neurônios do que a galáxia tem estrelas” – Facundo Manes, neurologista argentino.
Acabo de voltar de uma viagem rumo ao conhecimento, usando como meio de transporte excelentes livros sobre Medicina.

Eles me levaram para o Rio de Janeiro, onde fui recebido por Paulo Niemeyer Filho, a quem fui logo pedindo:
Ensina-me algo que eu ainda não saiba e tenha o poder de mudar a minha vida para melhor.

-Ajude seu cérebro a funcionar – trate bem do seu espírito.

-Procure se auto motivar diariamente, ser mais feliz, ficar de bem com a vida e fazer exercícios físicos regularmente.

-Evite todo tipo de excesso, pois veneno mata ou não, depende da dose.

Um dos maiores neurocirurgiões do mundo, Paulo é autor de “No Labirinto do Cérebro”, um livro genial onde ele compartilha todo o seu vasto conhecimento médico de forma didática, clara e simples para um leigo.

Na maior parte do livro, ele explica o funcionamento do cérebro, incluindo a sua trajetória evolutiva.

Ele fatia o cérebro em capítulos, analisando-o como um todo para depois fazer a sua decomposição por partes, através de suas diferentes estruturas anatômicas.

Em cada capítulo do livro ele ilustra uma explicação técnica e científica com a narração de histórias surpreendentes de casos que conduziu ou ouviu de seu pai, um dos pioneiros da neurocirurgia no Brasil.

Em uma agradável e prazerosa viagem ele nos desvenda o funcionamento da memória, os mistérios da dor e os efeitos de um distúrbio cerebral.

Niemeyer é um mestre que, além do domínio da sua arte, nos brinda com pérolas sobre as descobertas da medicina ao longo da história.

Conta como o médico inglês Edward Jenner, descobriu que moças, que ordenhavam vacas em fazendas, ficavam imunes ao vírus da varíola em humanos, depois do contato com o vírus desses animais durante o trabalho.

Foi a descoberta acidental da vacina (cujo nome vem de vaca). Jenner criou um antídoto para varíola em humanos através da injeção do vírus animal, atenuado e sem risco para o homem.

Mais surpreendente é quando ele revela que os Beatles contribuíram para a maior revolução da medicina até hoje, gerando polpudos ganhos financeiros com seu sucesso, que foram reinvestidos na criação da tomografia computadorizada, que mais tarde gerou a ressonância magnética.

Encerro esse artigo te convidando a ouvir “My Sweet Lord” do baterista dos Beatles, George Harrison.

*Palestrante, Consultor e Fundador do Blog do Maluco.

 

 

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Comentários