Conscientizar sobre câncer de pele

Opinião / 12/12/2019 - 06h00

Patrícia Barros Carvalhais

No calendário da saúde no Brasil, o mês de dezembro é representado pela cor laranja e simboliza a busca da conscientização sobre o câncer da pele.

Esse tipo de câncer, de acordo com Instituto Nacional do Câncer (Inca), corresponde a 33% de todos os diagnósticos da doença no Brasil e atinge a população com mais de 40 anos, sendo raro em crianças e em pessoas negras. Em 2018, o Inca estimou 6.260 novos casos de câncer de pele melanoma, sendo 2.920 homens e 3.340 mulheres.

Existem dois tipos que são considerados mais comuns: câncer de pele não melanoma (CPNM) e o tipo melanoma (MC). O tipo não melanoma (CPNM) corresponde a 90% de todos os cânceres de pele e sua incidência tem aumentado principalmente numa faixa etária cada vez mais jovem. 

Existem fatores de risco tais como tipo de pele, exposição excessiva ao sol, história familiar, pessoas que trabalham sob exposição direta ao sol, pessoas de pele clara. 

A exposição solar excessiva, desprotegida e de forma cumulativa, ou quando apresenta queimadura, favorece o desenvolvimento do câncer.

Os principais sintomas do câncer de pele são manchas que coçam, sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor, feridas que não cicatrizam em quatro semanas. Se for detectado algum desses sinais, é necessário procurar um dermatologista, para que ele faça o exame clínico. 

O Ministério da Saúde vem buscando a sensibilização das pessoas para a importância da identificação de lesões suspeitas, para o diagnóstico precoce desse câncer. Para isso, a Sociedade Brasileira de Dermatologia e a American Câncer Society defendem a utilização da regra do ABCDE, que é considerado um guia para a identificação de sinais sugestivos do melanoma. Assimetria: uma metade do sinal é diferente da outra; Bordas irregulares: contorno mal definido; Cor variável: presença de várias cores em uma mesma lesão (preta, castanha, branca, avermelhada ou azul); Diâmetro: maior que seis milímetros; e Evolução: mudanças observadas em suas características (tamanho, forma ou cor).

Vale ressaltar que os dois tipos de câncer de mama são tratados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de forma integral e gratuita.

Mas o ideal é a prevenção. Nesse sentido, a principal recomendação é evitar a exposição ao sol, utilizar fotoprotetores específicos para cada tipo de pele, respeitando a quantidade correta e a frequência de reaplicação. É importante também evitar os horários em que os raios solares são mais intensos (entre 10h e 16h), além de utilizar óculos de sol com proteção UV, roupas que protegem o corpo, chapéus de abas largas, sombrinhas e guarda-sol. 

Os profissionais da estética e cosmética podem auxiliar nas ações educacionais de saúde para a correta utilização do protetor solar, além de poderem contribuir na escolha do protetor adequado a cada tipo de pele.

Coordenadora da Estética e Cosmética das Faculdades Promove

 

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