De desempregado a empresário

Opinião / 14/05/2021 - 06h00

 

Mauro Condé*

“Quando você não sabe e não pensa que não pode, você vai e faz e dá certo!
Pela lei da aerodinâmica, a abelha não deveria nunca conseguir voar. Mas como ela não sabe disso, voa do mesmo jeito.
Um dos segredos do sucesso é você se recusar a deixar que as adversidades temporárias te derrotem”
Mary Kay Ash

Acabo de voltar de uma viagem rumo ao conhecimento, usando como meio de transporte excelentes livros sobre Administração.

Eles me levaram para dentro da sede da Singularity University, nos Estados Unidos, onde fui recebido por Michael Malone e Salim Ismail, aos quais fui logo pedindo:

Ensinem-me algo que eu ainda não saiba e tenha o poder de mudar a minha vida para melhor.

- Estruture-se para um dia montar a sua própria empresa – essa é a sua maior chance de sobreviver no futuro.

Malone e Ismail são autores do livro “Organizações Exponenciais”.

Nele, revelam por que as empresas mais jovens têm sido 10 vezes mais bem sucedidas, melhores, mais rápidas, mais enxutas e mais baratas do que as tradicionais empresas já estabelecidas há muitos anos.

Outro dia eu encontrei na rua um amigo, o José Luiz, um pedreiro experiente, profissional de mão cheia, desempregado e pai de uma numerosa família.

Curioso, quando viu o livro em minhas mãos, quis saber do que se tratava.

Fiz para ele um resumo dos conceitos do livro, ele abriu um sorriso e me disse:

-Uai, então quer dizer que ao invés de ficar para lá e para cá tentando arrumar um emprego que não aparece no meio dessa crise, eu posso montar uma empresa assim?

Lógico que pode, respondi!

Basta você usar o que você gosta e o que você sabe fazer para conseguir qualquer coisa na vida, desde que isso ajude as pessoas ou as empresas a conseguir o que elas tanto querem e precisam.

Descubra os problemas que mais afligem ou tiram o sono delas e se ofereça para resolvê-los usando todo o seu conhecimento e habilidades.

Elas aceitarão te pagar por isso, principalmente se o valor da solução que você apresentar for muito maior do que o investimento delas no seu trabalho.

Você não precisa de um patrão como intermediário.

José Luiz abriu um largo sorriso e saiu mais leve daquela conversa.

Outro dia, voltamos a nos encontrar na rua e ele veio logo me contar que por causa do meu incentivo abriu uma empresa na modalidade MEI e passou a oferecer serviços de manutenção predial para residências e empresas e até já contratou alguns ajudantes.

A crise nunca é um sinal de derrota, de obstáculos e de dificuldades, quando você olha bem para dentro dela e descobre um mundo de oportunidades.

*Palestrante, Consultor e Fundador do Blog do Maluco

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